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Desvio de verba pública » Polícia Federal estima desvio de R$ 1,5 mi em Jaíba

Luiz Ribeiro

Publicação: 05/12/2013 06:44 Atualização:

Junior Guimarães assumiu ontem a Prefeitura de Jaíba: Oliveira Júnior/Divulgação
Junior Guimarães assumiu ontem a Prefeitura de Jaíba: Oliveira Júnior/Divulgação

O delegado federal Marcelo Freitas, chefe da Delegacia da Polícia Federal (PF) em Montes Claros, estima que grupo comandado por ex-prefeitos de Jaíba tinha desviado cerca de R$ 1,5 milhão dos cofres do município. Ontem, foi preso o empresário Leandro Cesário dos Santos, suspeito de integrar o esquema de desvios de recursos públicos por meio de fraudes em licitações para o transporte escolar na cidade de 30,9 mil habitantes, no Norte de Minas. Leandro estava foragido desde que foi desarticulado e preso um grupo de fraudadores durante a Operação Agosto, deflagrada na segunda-feira, pela PF e o Ministério Público Estadual.

Ontem, tomou posse na Prefeitura de Jaíba o presidente da Câmara Municipal, Junior Leonir Guimarães (PSDB), que substitui o prefeito cassado Jimmy Diogo (PCdoB) e seu vice, Enoch Vinícius Campos Lima (PDT), afastado do cargo por determinação judicial, por suspeita de envolvimento com a fraude na concorrência para 22 rotas do transporte escolar do município. De acordo com as investigações, o golpe foi arquitetado ainda no mandato do ex-prefeito Sildete Rodrigues Araújo, o Detim (PDT), antecessor imediato de Jimmy. Os dois foram presos, ao lado do vereador Adilson de Freitas (PRB) e do empresário Silvano de Araújo, suplente de deputado federal pelo PTdoB e apontado pela polícia como o mentor de todo o esquema criminoso.

Silvano é irmão de Sildete e chegou a assumir informalmente a administração no lugar dele. Durante as investigações, escutas telefônicas autorizadas pela Justiça revelaram que político elaborou plano para matar um dos promotores que averiguam os desmandos em Jaíba. O assassinato seria encomendado mediante o pagamento de R$ 5 mil a integrantes da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), nascida em presídios paulistas.

Arma

O ex-prefeito Jimmy Diogo cassado em novembro por uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instalada na Câmara Municipal para apurar fraudes em licitações não estava com sua prisão decretada. No entanto, foi preso por porte ilegal de arma. Ele pagou fiança e foi liberado na segunda-feira. Sildete, Silvano e o vereador Têla estão cumprindo prisão temporária por cinco dias, renováveis por mais cinco.

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