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Investigação » Ex-presidente da companhia de metrô de SP é contratado por R$ 4,6 milhões O empresário foi condenado na Suíça por recebimento de propina, lavagem de dinheiro, e investigado em São Paulo pela Polícia Federal por formação de cartel para fraudar licitações do metrô e privilegiar empresas

Mateus Parreiras

Valquiria Lopes -

Publicação: 04/12/2013 07:29 Atualização:

Os trens novos são o único investimento da CBTU no metrô mineiro desde 2007: Beto Novaes/EM/D.A Press
Os trens novos são o único investimento da CBTU no metrô mineiro desde 2007: Beto Novaes/EM/D.A Press

O empresário e ex-presidente da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) João Roberto Zaniboni, condenado na Suíça por recebimento de propina, lavagem de dinheiro, e investigado em São Paulo pela Polícia Federal (PF) por formação de cartel para fraudar licitações do metrô e privilegiar empresas, foi contratado no ano passado por R$ 4,6 milhões para fazer o acompanhamento técnico da compra de 10 trens para o metrô de Belo Horizonte. A informação consta no balanço financeiro da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU). Zaniboni e seus sócios auxiliaram na elaboração da concorrência para a compra das composições por meio da consultoria de que era sócio até agosto, a Focco Tecnologia e Engenharia, também investigada por suspeita de fraude.

A licitação dos trens para BH foi vencida por R$ 171,9 milhões pelo único participante habilitado, o consórcio Alstom/CAF, empresas acusadas de participar do cartel de São Paulo. A Alstom é investigada por fazer remessas a contas em paraísos fiscais aos sócios da Focco. A consultoria também definiu os preceitos do certame que deu a vitória ao mesmo consórcio, mais uma vez único participante, para a compra de 15 trens para o metrô de Porto Alegre, por R$ 243,75 milhões, fato que levantou ainda mais suspeitas das autoridades e levou ao bloqueio dos bens da empresa e de seus sócios. Em São Paulo, Zaniboni é suspeito de ter recebido depósitos de US$ 836 mil para favorecer a multinacional Alstom em licitações do metrô. Em um deles, teria elevado o valor para manutenção de equipamentos de R$ 19,4 milhões para R$ 23,6 milhões.

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