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Ditadura Militar » Audiência debate denúncia sobre morte do educador Anísio Teixeira na ditadura

Agência Câmara

Publicação: 02/12/2013 20:00 Atualização:

A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados realiza audiência pública na quinta-feira (5), às 9h30, para discutir as denúncias sobre a morte do educador Anísio Teixeira durante a ditadura militar, personagem central da história da luta pela educação pública no Brasil desde a década de 1920.

Foi, entre outros cargos, secretário da Educação da Bahia e do antigo Distrito Federal, reformando os sistemas de ensinos das duas unidades federativas, conselheiro da Unesco, secretário-geral da Capes (então Campanha Nacional de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), diretor do Inep (então Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos), fundador de várias instituições públicas de ensino superior, entre as quais a UnB (junto com Darcy Ribeiro), tendo sido seu reitor entre junho de 1963 e abril de 1964, quando houve o golpe militar.

A deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), que pediu a audiência, lembra que a Comissão de Memória e Verdade da Universidade de Brasília (UnB) decidiu investigar as suspeitas que sempre cercaram a morte de Teixeira, ocorrida em 1971.

O corpo dele foi achado num elevador na Avenida Rui Barbosa, no Rio de Janeiro. Apesar do laudo de morte acidental, expediente comum na época, sempre houve a suspeita de que fora vítima das forças de repressão no governo do general Emílio Garrastazu Médici.

De acordo com a nova versão levada à Comissão da Verdade da UnB, diz a deputada, Anísio Teixeira teria sido assassinado por agentes do Estado, após ser sequestrado e levado para uma unidade da Aeronáutica, quando se dirigia à casa de Aurélio Buarque de Holanda.

Teixeira teria sofrido tortura, apresentando vários ossos quebrados, traumatismo na cabeça e no ombro, em decorrência de pancadas com um objeto de forma cilíndrica, possivelmente feito de madeira.

Participantes
Foram convidados para a audiência pública na Câmara:
- a ministra-chefe da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário;
- o ministro do STJ, Gilson Dipp;
- o reitor da UnB, Ivan Marques de Toledo Camargo;
- o coordenador da Comissão Nacional da Verdade, José Carlos Dias;
- o professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), João Augusto Lima Rocha; e
- o filho de Anísio Teixeira, Carlos Antônio Teixeira.

A audiência está marcada para o Plenário 10.

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