Na reunião tumultuada da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal nesta quarta-feira (20), não foi só o deputado Pastor Marco Feliciano (PSC) que chamou a atenção. O polêmico Jair Bolsonaro (PP) agrediu os manifestantes ao responder os ataques do grupo. Com palavrões, o parlamentar discutiu depois que Feliciano deixou a sala da comissão.
No ano passado, Bolsonaro ganhou visibilidade por apresentar posições polêmicas em temas como homofobia, preconceito racial e defesa da tortura e do regime militar no Brasil. Ele está no seu sexto mandato como deputado federal e também integra a Comissão de Direitos Humanos.
Por causa dos protestos, Marco Feliciano apenas abriu a reunião e deixou o plenário com menos de oito minutos, após vaias, protestos e faixas de integrantes de movimentos LGBT. Na audiência pública sobre transtorno mental, Aldo Zaiden, assessor da área de Saúde Mental do Ministério da Saúde, fez um discurso se referindo à polêmica gerada desde que Feliciano assumiu a comissão. "Os direitos humanos vivem um retrocesso", disse Zaiden, que foi interrompido pela confusão.
Quando a palavra iria voltar para ele, foi ameaçado por Jair Bolsonaro (PP). "O senhor se restrinja ao tema da audiência pública. Não faça discurso", disse Bolsonaro ao assessor, que se rebelou. "Fui proibido de falar pelo deputado Bolsonaro. Não tenho o que fazer aqui", disse Zaiden, que levantou-se e foi embora, aplaudido pelos manifestantes contrários a Feliciano. A sessão, então, foi encerrada.
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