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| Por causa de protesto, Feliciano só preside reunião da comissão por oito minutos. Foto: Alexandra Martins / Câmara dos Deputados |
O deputado Marco Feliciano (PSC-SP) teria renunciado, agora há pouco, à presidência da Comissão dos Direitos Humanos da Câmara. A notícia ainda não é oficial, mas o parlamentar teria entregue a carta de renúncia ao presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), que já vinha cobrando ao PSC a sua saída do cargo, devido à repercussão negativa que a escolha do nome do pastor teve para comandar a pasta.
Nesta quarta-feira à tarde, ocorreu um novo tumulto na comissão, e Feliciano apenas abriu a reunião e deixou o plenário com menos de oito minutos, após vaias, protestos e faixas de integrantes de movimentos LGBT.
O vídeo exibido na terça-feira no Twitter de Feliciano, com críticas aos deputados que se opuseram à sua indicação, foi a gota d'água para Henrique Alves. Um dos deputados com os quais o presidente da Câmara falou foi Chico Alencar (PSOL-RJ). Dezenas de parlamentares de vários partidos realizaram nesta quarta-feira um novo ato contra a manutenção do deputado à frente da comissão.
"O presidente da Câmara conversou comigo e disse que achou o vídeo altamente ofensivo. E que o deputado Feliciano não atendeu ao seu pedido de moderação. E disse que se empenharia em uma solução", disse Chico Alencar. O diálogo entre os dois ocorreu na noite de ontem.
Na comissão, nesta quarta-feira, além dos bate-bocas, houve uma situação inusitada. Convidado como expositor na audiência pública sobre transtorno mental, Aldo Zaiden, assessor da área de Saúde Mental do Ministério da Saúde, fez um discurso se referindo à polêmica gerada desde que Feliciano assumiu a comissão. "Os direitos humanos vivem um retrocesso", disse Zaiden, que foi interrompido pela confusão.
Quando a palavra iria voltar para ele, foi ameaçado por Jair Bolsonaro (PP-RJ). "O senhor se restrinja ao tema da audiência pública. Não faça discurso", disse Bolsonaro ao assessor, que se rebelou.
"Fui proibido de falar pelo deputado Bolsonaro. Não tenho o que fazer aqui", disse Zaiden, que levantou-se e foi embora, aplaudido pelos manifestantes contrários a Feliciano. A sessão foi encerrada.
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