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| Para líder da oposição, Daniel Coelho, o governo estaria tentando sufocar o trabalho da oposição. Foto: João Bita/Assembleia Legislativa |
A oposição na Assembleia de Pernambuco começou a semana fazendo barulho. Durante a sessão desta segunda-feira (18), o deputado Daniel Coelho (PSDB) voltou a trazer para debate a situação do Lafepe. Do companheiro de bancada, o deputado Maviael Cavalcanti (DEM) ouviu a sugestão de que fosse instaurada uma comissão para apurar o porque do grupo ter sido barrado durante uma visita de fiscalização à instituição. A proposta será analisada.
“É um desrespeito aos deputados, ao poder Legislativo. Fomos barrados quanto tentávamos fiscalizar, cumprir o nosso papel de deputado”, declarou Maviael. O vice-líder de governo, deputado Silvio Costa Filho (PTB), argumentou que a oposição deveria ter agendado a visita com antecedência. “Estão querendo fazer um cavalo de batalha disso. Bastava terem agendado uma visita e eles seriam recebidos”, disse.
Entrentanto, para o deputado tucano, que é líder da oposição, o governo estaria tentando sufocar o trabalho da oposição. “Agora, o governo quer dizer como e quando devemos atuar. Até onde sei, era assim na época do regime militar”, alfinetou. Daniel Coelho reclamou, ainda, do fato da Assembleia não ter agendado uma audiência pública para debater o Lafepe, solicitada pelo grupo desde o ano passado.
O presidente da Comissão de Saúde, deputado Sérgio Leite (PT), disse o assunto seria levado à discussão na próxima reunião da comissão, que ocorre quarta-feira (20). “Essa não é a única pendência, tem outras audiências para serem agendadas também. Na quarta-feira veremos um calendário”, respondeu.
As denúncias contra o Lafete têm sido feitas pela oposição desde o fim do ano passado. Entre os problemas estaria o fato de apenas 12 dos 50 medicamentos listados pela instituição estarem sendo comercializados. “E desses 12, a maioria é genérico, ou seja, não são produzidos lá”, comentou.
Na avaliação do grupo de oposição, o Lafepe teria se tornado um distribuidor, quando deveria ser produtor para venda a um custo mais baixo. “Isso aumenta o preço dos produtos revendidos. E como eles não pagam imposto sobre os produtos comprados, o lucro é maior. Só que esse lucro não tem sido revertido para melhorias lá”, comentou Daniel Coelho.
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