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MP dos Portos » Eduardo Campos critica falta de diálogo de Dilma com os partidos aliados

Publicação: 18/03/2013 13:53 Atualização: 18/03/2013 15:41

O governador afirmou que a presidente não tem discutido grandes temas nacionais com partidos aliados. Foto: Aluísio Moreira/SEI
O governador afirmou que a presidente não tem discutido grandes temas nacionais com partidos aliados. Foto: Aluísio Moreira/SEI

Três dias depois de ter elevado o tom das críticas ao governo federal, dizendo que a presidente Dilma Rousseff (PT) poderia ter feito "muito mais" pelo país, o governador Eduardo Campos (PSB), virtual candidato a presidente nas próximas eleições, disse que a gestora e o seu partido não têm ouvido os aliados antes de decidir sobre os grandes temas nacionais. O exemplo citado foi o caso da MP dos Portos, proposta por Dilma, que transfere para a Secretaria Especial de Portos o comando de todos os portos do Brasil. Eduardo, no entanto, tratou de afastar o teor eleitoral de suas acusações.

"Não é o perfil do PSB discutir eleições antecipadamente. Se fosse o caso, o partido tinha todo o direito (de fazê-lo). Eu não fui convidado para discutir internamente a MP dos Portos. Fiquei quieto, calado, mas a população de Pernambuco se preocupa e quer uma posição nossa. Tinha que me posicionar e fiz isso apenas 15 dias depois (do anúncio do governo)", ressaltou Eduardo Campos, negando contradição entre as críticas e o fato de integrar a base aliada de Dilma Rousseff. "Acho que como governador de Pernambuco e presidente nacional de um partido tenho que me posicionar. As críticas são para ajudar a presidente. Estamos tratando de um governo que ajudei a eleger. Nas últimas eleições o PSB deixou de lançar uma candidatura para ajudar o PT. Precisamos discutir o Brasil e é isso que vamos fazer serenamente", acrescentou.

As críticas aconteceram durante a assinatura da ordem de serviço, no Centro de Convenções, para a construção de um túnel em frente ao Museu da Abolição, no bairro da Madalena. Na oportunidade, o governador voltou a ressaltar o crescimento de Pernambuco, que ficou acima do registrado no restante do país, mesmo com a crise econômica. Indagado sobre a candidatura presidenciável em 2014, o socialista voltou a dizer que só discutirá questões eleitorais no ano que vem.

Ainda sobre a candidatura, o governador citou que "todos os partidos estão discutindo as próximas eleições e isso é absolutamente natural e tudo vai ser externado no próximo ano. Temos que trabalhar 2013, discutir para ganhar posteriormente 2014. Falar em eleição agora não faz bem ao Brasil e ao governo da presidente Dilma". Sobre sua agenda, o governador contou que foi convidado para discutir a questão do Pacto Federativo com os senadores e que foi convidado por Jarbas Vasconcelos (PMDB) e Armando Monteiro (PSB) para discutir cenário, conjuntura e investimentos. "Fui convidado pelos senadores pernambucanos e irei comparecer sem problemas quando for marcada a data", disse.

 

Com informações de Filipe Barros, especial para o Diario

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