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| Com visitas ao Noerdeste Dolma tenta frear Eduardo. Foto: Paulo Paiva/DP/D.A Press/Arquivo |
O jogo não está jogado por completo. Embora tenha fama de escantear as articulações políticas, a presidente Dilma Rousseff (PT) começou a se mexer para arregimentar aliados e não perder força no Nordeste. De olho no fogo amigo, protagonizado neste momento pelo governador Eduardo Campos (PSB), cotado à Presidência da República, ela está concentrando esforços em estados nordestinos. Até ontem, a região do país foi a mais prestigiada nas viagens da presidente petista. Ela já esteve em cinco dos nove estados e tem previsão de passar em mais dois (Bahia e Ceará) até o fim do mês. Só não há agendas confirmadas até agora para Pernambuco e Rio Grande do Norte.
Os números levantados na agenda administrativa de Dilma Rousseff mostram que a presidente inverteu as prioridades no início deste ano. “Nós temos de fazer aqui muito mais do que fazemos em todos os outros lugares, porque durante muito tempo o Nordeste ficou esquecido”, disse a presidente em discurso no município de Itatuba, no Semiárido da Paraíba.
Embora ela tenha viajado menos do que nos últimos dois anos, em termos proporcionais, o foco regional da petista mudou. Em 2011 e 2012, ela esteve no Sudeste 47 vezes contra 22 na região nordestina. Este ano, contudo, ela só viajou duas vezes para o eixo Rio-São Paulo, os estados mais priorizados com sua presença nos dois primeiros anos da gestão. Já esteve na Paraíba, Alagoas, Bahia, Sergipe e Piauí. Na Bahia, aliás, ela também cumpriu agendas extraoficiais, passando o réveillon e o carnaval.
HistóricoA mudança de postura coincide com o crescimento de Eduardo Campos e com a derrota do PT em colégios eleitorais importantes, como Fortaleza e Recife no pleito passado. Alguns caciques petistas minimizam, dizendo que em muitas cidades a vitória foi conseguida graças a lideranças locais, como os irmãos Ferreira Gomes, em Fortaleza.
Acontece que nem tudo é tão preto no branco e os petistas também sabem que Eduardo tem fôlego e “seduz”, como frisa o senador Humberto Costa (PE). O socialista já começou com traço em muitas disputas eleitorais, mas terminou saindo vencedor, começando a ascendência em 2006, com a bênção, ironicamente, de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) .
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