Publicação: 14/03/2013 09:59 Atualização: 15/03/2013 08:38
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| Geraldo Julio disse que o número passado pelo petista "não bate". Foto: Maria Eduarda Bione/Esp.DP/D.A Press/Arquivo |
A herança da gestão do ex-prefeito do Recife João da Costa (PT), apelidada de maldita pelos vereadores de oposição, é assunto que ainda vai render na Prefeitura do Recife e na Câmara. O antigo gestor disse, em entrevista à uma rádio local nesta quarta-feira (13), que deixou no caixa o montante de R$ 4 bilhões para o sucessor. Nesta quinta-feira (14), em entrevista ao programa Super Show da Rádio Clube AM 720, o prefeito Geraldo Julio disse que o número passado pelo petista “não bate” e que as contas são públicas e já foram divulgadas recentemente. Apesar da polêmica, o socialista não quis se prolongar no assunto.
“Chegamos com a prefeitura com apenas R$ 111 milhões em caixa e R$ 106 milhões em dívidas a pagar. Existem outros recursos do PAC em andamento”, comentou. Perguntado se a “herança maldita do PT”, como vem sido chamada pela vereadora da oposição Aline Mariano (PSDB), atrapalhou o começo de sua gestão, Geraldo Julio usou o tom diplomático. “A população espera trabalho, como o Hospital da Mulher, as Upinhas… tem uma nova forma de fazer política, que é olhando para o futuro. A gente não deve ficar comentando ou chamando atenção para certas situações. Eu já me posicionei sobre este assunto”.
João da Costa, por sua vez, detalhou alguns contratos e fontes de origem dos recursos deixados. “O que é que está lá (nos cofres)? A Via Mangue. O dinheiro da Via Mangue não evaporou. Está lá na Caixa Econômica Federal e toda vez que (ele) for fazer a obra, o governo vai lá e saca. O projeto Suape Educação, que eu assinei em outubro do ano passado. São R$ 230 milhões, eu gastei R$ 34 milhões e tem cerca de R$ 200 milhões lá no Banco Mundial”, enumerou o petista, citando outros exemplos.
Esse é o segundo desabafo do ex-prefeito, que resolveu quebrar o silêncio ao qual se impôs após o resultado eleitoral do PT nas eleições passadas. O primeiro foi no último sábado, quando ele participou da festa de aniversário do PT e assistiu ao confronto de seus militantes, que não aceitaram o fato de ele ter ficado fora da mesa oficial do evento. O ato terminou sendo interrompido com palavras de ordem, empurra-empurra e tapas, expondo mais do que nunca a divisão petista.
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