O governador Eduardo Campos (PSB) roubou a cena, nesta terça-feira (12), ao participar da festa de aniversário de 476 anos do Recife, preparada pela Prefeitura Municipal, na Praça do Arsenal, no bairro do Recife Antigo. Indagado sobre que presente gostaria de dar à capital do estado, Eduardo falou sobre “qualidade de vida”, mas logo mudou a pauta para a importância de “todas as grandes cidades” discutirem o tema. “A melhoria da qualidade de vida é o grande desafio das grandes cidades, do poder público e da sociedade. Há um déficit histórico de desigualdade, abandono, sofrimento… Durante muitos e muitos anos, ao longo da nossa história, faltou muita coisa na vida das cidades”, declarou, nacionalizando o discurso.
Para conquistar o objetivo, segundo o governador, o país precisa “reencontrar o seu rumo no crescimento econômico cuidar das cidades”. “Nas últimas quatro décadas, o Brasil se urbanizou de maneira muito acelerada, hoje mais de 85% dos brasileiros moram nas cidades e as cidades acumularam um enorme desafio, de habitação, de saneamento, da mobilidade”, observou.
Eduardo Campos conversou com a imprensa pouco antes de pegar um voo para Brasília, onde se reunirá nesta tarde com a representação do Ceará e os governadores do PSB, às 14h30, e em seguida, com todos os governadores na representação de Santa Catarina. Em cada grupo, Eduardo e os demais governadores vão conversar sobre as prioridades dos estados, já que amanhã, às 11h, o Congresso Nacional reunirá todos os governadores para discutir com eles os projetos prioritários que precisam ser colocados em pauta para votação. Ou seja, eles precisam decidir hoje à tarde o que consideram prioridade.
A reunião foi uma iniciativa do presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB) para acelerar a pauta de votação no Congresso. O governador antecipou que, por isso mesmo, alguns temas serão discutidos hoje à tarde, a exemplo do pacto federativo e da redução dos juros da dívida do estados. “Hoje, os estados pagam duas vezes mais do que os juros da Selic, essa é uma pauta antiga que será consensual. Não é normal que os estados paguem 14% do que arrecadam e paguem uma taxa que é duas vezes a taxa de mercado. Se há um esforço para baixar os juros em tudo, que se baixe também os que são cobrados ao poder público”, declarou.
Veja abaixo outros pontos discutidos pelo governador Eduardo Campos
Houve realmente redução de recursos federais para o estado? Pernambuco está recebendo menos dinheiro da União?
O governo federal já respondeu isso. Não há nenhum dado que comprove essa questão. Nós tivemos uma lista de recursos que exclui o PAC, nós fizemos ao longo desses últimos anos para colocar mais e mais ações no PAC, porque existe menos burocracia, mais segurança na liberação de recursos. Quando se soma o conjunto dos recursos das parcerias, não se comprova a tese que foi apresentada no último domingo.
Isso foi intriga?
Houve uma desinformação, uma forma de analisar um dado de cooperação que não juntava todas as formas de cooperação. Quando juntamos, ficou esclarecido.
O que o senhor achou da desoneração da cesta básica, feita por Dilma?
Acho uma iniciativa importante na direção dos mais pobres, na direção de segurar a inflação. Nós fizemos também no nosso mandato várias desonerações de cesta, zeramos vários itens. Tirar imposto de consumo de produto popular sempre é uma iniciativa muito positiva.
O Pib pernambucano continua, em termos proporcionais, crescendo mais que o do Brasil…
Estamos conseguindo manter o que vinha acontecendo, que era crescer mais que o país. No ano passado, tivemos 4,5% e o país cresceu 2,7%. Esse ano, nós crescemos 2,3%, São Paulo cresceu 1,3%, Minas cresceu igual a gente, mas precisamos que o Brasil cresça como um todo. Decisões como essa (de convocar os governadores) pauta exatamente olhar o que está acontecendo no mundo. O mundo está tentando sair dessa crise, pensando no hoje e no amanhã. Agora mesmo, os Estados Unidos estão discutindo com a União Europeia uma zona de comércio que terá impacto na vida brasileira e nós precisamos discutir isso. Não podemos ficar discutindo questões pontuais. Se a gente ficar fazendo isso, pode não encontrar o caminho de sair fortalecido. Acho que pautas como essa que vamos tratar hoje nos anima. Quando há condição, um distencionamento do ambiente político para a gente fazer de 2013 o ano da virada brasileira para a gente crescer em outro ritmo.
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