A direção estadual do PT ainda não sabe se haverá punição para os filiados que, no último sábado, protagonizaram um tumulto durante a festa feita para comemorar os 33 anos de fundação da sigla e os 10 anos no comando do país. Descontentes com a não inclusão do ex-prefeito do Recife João da Costa no rol das autoridades com direito a assento na mesa, os militantes ligados a ele deram início a um tumulto que terminou em troca de insultos, empurrões e agressões físicas.
Questionado sobre a resposta do partido ao que houve, o presidente do PT, no estado, Pedro Eugênio, disse que essas questões serão discutidas internamente no momento certo. O encaminhamento do caso para deliberação do Conselho de Ética do partido não está descartado. “Mas isso é só uma possibilidade. Ainda não refletimos sobre isso. Está tudo muito recente”, enfatizou o dirigente, que não esconde a chateação pelo que ocorreu no sábado. “Era para ser apenas uma festa”, acrescentou.
A confusão se apresenta como uma pequena prévia do que deverá ser o Processo de Eleição Direta (PED) do partido, previsto para ocorrer em agosto. Nele deverão novamente se confrontar os grupos ligados ao senador Humberto Costa e a João da Costa. O nome do ex-prefeito, inclusive, é cotado para a disputa da vaga de Pedro Eugênio na direção estadual do partido. Para o grupo dele, essa é a melhor forma de assegurar a legenda ao petista para a disputa de uma vaga na Câmara dos Deputados.
O clima de animosidade entre as alas petistas era visto ainda ontem nos depoimentos. O presidente do Diretório Municipal do PT do Recife, Oscar Barreto, culpou o ex-prefeito e atual deputado federal João Paulo por tudo o que aconteceu. “Ele não permitiu que João da Costa e eu fossemos chamados para a mesa”, acusou Barreto, mesmo admitindo que, como deputado, o parlamentar não teria a atribuição de vetar os convidados. “O deputado é culpado por tudo o que acontece de ruim no PT”, acrescentou.
Procurados pela reportagem, o deputado federal João Paulo não retornou as ligações e o senador Humberto Costa disse, por meio de sua assessoria, que não comentaria o ocorrido. Ele, inclusive, não compareceu à festa promovida pelo PT no Hotel Jangadeiro, no sábado. Na oportunidade, o prefeito João da Costa, pivô de todo o desentendimento, atribuiu o acontecimento à realização de uma festa no momento em que todos ainda estão de luto pela perda da Prefeitura do Recife.
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