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Dirceu comparado a Jesus » PT de Alagoas compara condenação de Dirceu à morte de Jesus Cristo

Agência O Globo

Publicação: 07/03/2013 12:04 Atualização:

O Partido dos Trabalhadores está realizando festas e econtros em alguns estados do país para comemorar os dez anos da legenda à frente da Presidência da República. O ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, foi recebido com elogios e aplausos por integrantes da legenda em Maceió, no início da noite desta quarta-feira. Durante o evento, a sua condenação no julgamento do mensalão foi comparada a uma passagem bíblica: o momento em que é narrado o sacrifício de Jesus Cristo pelos homens:

"O Zé Dirceu deu a sua vida em Holocausto pela democracia, disse o presidente estadual do PT de Maceió" Joaquim Brito.

Dirceu faz um périplo pelo Nordeste desde a semana passada. Visitou Fortaleza, João Pessoa e Natal. Após Maceió, ele seguiu para Aracaju.

Nas conversas, ele faz um desafio aos caciques do PSDB: mostrar os 10 anos do PT à frente na Presidência da República. Ele prometeu retaliação aos tucanos:

"Ele não vai publicar dossiê da Petrobras? Vamos publicar o dos oito anos do Fernando Henrique, inclusive com o da Petrobrax, vender a Petrobras. Eles acham que o povo esqueceu do apagão, que não tinha gás com as termelétricas?" perguntou.

Ao mesmo tempo, elogiava o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB), o único tucano que manifesta, publicamente, solidariedade ao ex-presidente Lula:

"Eu, particularmente, sou devedor do governador Teotonio Vilela, sempre foi muito solidário comigo, muito correto comigo, sempre me recebeu aqui em Alagoas. Estamos em partidos diferentes, temos muitos pontos de vista diferentes, mas eu não posso deixar de reconhecer que o governador é uma pessoa que sempre me estendeu a mão nos momentos que eu mais precisei", disse.

Ao lado dos petistas, Dirceu evitou falar da aliança do PT com o senador Fernando Collor (PTB):

"Como posso falar de algo que eu não conheço? O PT de Maceió vai ter palanque para presidente Dilma na reeleição. Agora é hora de governar, do Brasil crescer, enfrentar os problemas."

O ex-ministro voltou a criticar o julgamento e condenação, no processo do mensalão, e disse que vai insistir nos recursos à Justiça:

"Estamos em uma fase em que o acórdão está para ser publicado, assim que for publicado vamos apresentar os recursos, eu tenho direito a um embargo infringente, ou seja, um novo julgamento na questão da condenação por formação de quadrilha, com novo relator e novo revisor. E tem os embargos declaratórios, que eu tenho direito de pleitear a redução das penas, que é totalmente fora da jurisprudência, fora das decisões anteriores da Justiça. Vou continuar andando pelo Brasil esclarecendo que eu sou inocente", afirmou.

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