O PSC define na tarde desta terça-feira o nome do deputado que vai assumir a presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados (CDH). O pastor evangélico Marco Feliciano (PSC-SP) - conhecido por suas posições radicais e conservadoras em relação a homossexuais e negros - é o mais cotado para o cargo. Criticado por ativistas dos Direitos Humanos, o pastor criou em seu site oficial um abaixo-assinado que já conta com aproximadamente 59 mil adesões. Ao mesmo tempo, um grupo de opositores criou no site Avaaz.com uma petição que já reúne 46 mil assinaturas contra a indicação do pastor para a comissão.
Eleito em 2010 para seu primeiro mandato de deputado federal, com 210 mil votos, o presidente da igreja Ministério Avivamento já disse que o amor entre pessoas do mesmo sexo leva ao ódio, ao crime e à rejeição. Em 2011, criou polêmica ao escrever no Twitter que "os africanos descendem de ancestral amaldiçoado por Noé" e que essa maldição é que explica o "paganismo, o ocultismo, misérias e doenças como ebola" na África.
Outros três parlamentares do PSC também disputam a indicação: as deputadas Antônia Lúcia (PSC-AC) e Lauriete Rodrigues (PSC-ES) e o deputado Zequinha Amaro (PSC-PA), que também são pastores e podem ganhar força se o partido optar por uma solução conciliatória.
A presidência da Comissão de Direitos Humanos é tradicionalmente ocupada pelo PT, que dessa vez, não a considerou prioridade. A bancada do partido optou por presidir a Comissão de Seguridade Social, além de ter o comando da Constituição e Justiça e de Relações Exteriores, e deixou para o PSC a indicação para o cargo.
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