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| Moradores do município fizeram uma fila, que percorria dezenas de metros, para acompanhar a visita. Foto: Blenda Souto Maior/DP/D.A Pres
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O município de Itatuba não mediu esforços para recepcionar a presidente Dilma Rousseff (PT). Na entrada da cidade, era possível ver centenas de pessoas reunidas, esperando por uma carona, por um ônibus que parecia nunca chegar. Algumas ainda arriscaram ir a pé ou de moto, ignorando a poeira levantada insistentemente e o calor do semiárido nordestino.
Os 14 quilômetros de terra que separam o centro de Itatuba do distrito de Melancia não foram empecilho para quem quis ver de perto a presidente, no interior paraibano pela primeira vez. No local do evento, às margens das obras da barragem construída pelo governo federal, nem todos conseguiram se abrigar sob a tenda presidencial.
Enquanto a presidente pousava no distrito de helicóptero, moradores do município e de outras cidades vizinhas gritavam, formando uma corrente de gente que se apertava para ver a petista de perto.
O chão de terra batido e a quantidade de pessoas que chegavam sem parar lembravam uma romaria católica. De quebra, havia espaço para o lado profano, com vários moradores vendendo cerveja para refrescar o calor de quem passava.
Na plateia, durante os discursos, jovens recepcionaram a presidente com cartazes “Dilma, me chama que eu vou”, ao que ela retribuiu, toda sorridente, “podem me chamar que eu venho”.
Já à noite, enquanto o helicpótero presidencial levantava voo, sumindo do céu, vários moradores ainda acenavam e falavam baixinho. "Tchau, Dilma”, marcando uma das recepções mais calorosas da petista ao Nordeste desde a sua posse.
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