Enquanto PT e PMDB travam uma guerra fria para viabilizar as candidaturas de Lindbergh Farias e Luiz Fernando Pezão à sucessão de Sérgio Cabral, que ameaça a aliança nacional entre os dois partidos, o PSB do Rio de Janeiro pretende aguardar até o último momento para definir sua estratégia. Membro da base governista nas esferas estadual e federal, o partido promete deixar para 2014 os debates em torno de candidaturas e alianças. Embora defenda o apoio a Pezão, o presidente regional da sigla, Alexandre Cardoso, critica a antecipação da disputa.
"Nosso candidato é o Pezão, mas nós não vamos discutir 2014 em 2013, ainda há muito tempo até lá. Nós acabamos de sair de uma eleição e não podemos entrar em outra assim, o povo não aguenta. A antecipação do debate é coisa de quem não tem rodagem na vida pública. Quem faz isso quer destruir o país", critica o prefeito de Duque de Caxias.
O clima de disputa antecipada se acirrou na última semana, quando a direção executiva do PMDB-RJ divulgou nota oficial que condicionava o apoio do diretório estadual do partido à reeleição de Dilma ao apoio do PT à candidatura de Luiz Fernando Pezão, em detrimento de Lindbergh. O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Rui Falcão, saiu em defesa do senador petista e disse que sua candidatura é "para valer".
A definição do PSB deve sair daqui a um ano, em março de 2014, para quando estão previstas as convenções estaduais e nacional. Partido que mais cresceu nas eleições de 2012, com quase 450 prefeituras em todo o país, o PSB ganhou maior projeção nacional e quer lançar o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, à presidência da república.
Para Cardoso, os aliados terão que aguardar o ritmo dos socialistas, que será o mesmo para os estados e para o governo federal.
"Nós estamos no governo Dilma, temos que trabalhar para fazê-lo dar certo, e é isto que estamos fazendo. Esta é a posição do PSB e do governador Eduardo Campos. Tudo será definido no momento adequado, que não é agora", conclui.
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