Baixos índices »Olinda tem o quinto pior Ideb entre as cidades com mais de 200 mil habitantesSecretária de Educação de Olinda, Márcia Souto, atribui baixo desempenho aos problemas estruturais
Nas três medições do Ideb, os índices de Olinda caíram consecutivamente. Foto: Julio Jacobina/DP/D.A Press
A cidade conhecida por ter um dos carnavais mais animados do Brasil, não tem motivos para festejar quando o assunto é educação. Dos municípios com mais de 200 mil habitantes, Olinda aparece como o 5º pior Índice Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do Brasil para o ensino Fundamental 1. No Fundamental 2, fica com a 11ª posição entre as notas mais baixas desta avaliação.
Essa situação se agrava ao ver as três medições do Ministério da Educação (2011, 2009 e 2007). Olinda decresceu ano a ano. Somente em uma delas atingiu o mínimo aceitável pelo Ministério da Educação (MEC), fato registrado em 2007 para o Fundamental 2.
O município está sob a gestão de gestão de Renildo Calheiros (PCdoB) desde 2008. A pasta de Educação, porém, trocou de mãos neste ano e a nova secretária, Márcia Souto, preferiu abster-se de comentar de forma mais profunda o assunto. “Assumi a secretaria agora e ainda estou levantando números. Mas, realmente é um absurdo que tenhamos um Ideb nesses termos”, declarou.
Ela atribuiu parte do resultado às deficiências estruturais. Para se ter ideia, a escola Marcolino Botelho, em Salgadinho, funciona sob risco de desabamento desde o ano passado. A constatação do perigo veio de um engenheiro da própria prefeitura, que ao ver que as rachaduras continuariam a ocorrer, aconselhou colocar dois armários na sala da diretoria, um de cada lado, para segurar o teto em caso “o pior ocorresse”.
Para a presidente do Sindicato dos Professores da Rede Municipal de Olinda (Simpol), Marineide Corrêia, o problema vai além. “Falta professor. Tem muito profissional acumulando cargo”, disse. A secretária, no entanto resumiu-se a declarar que “a quantidade de professores é suficiente”. Ela ressaltou que a prefeitura investiu nos últimos anos em concursos. “Hoje estamos com toda a rede formada por profissionais efetivos”, declarou. Ela não soube informar, no entanto, quantos estariam licenciados ou cedidos para outras funções.
Como política pública prioritária ela falou que o foco tem residido no ensino de português e matemática, especialmente nas séries iniciais. Márcia Souto afirmou, ainda, que projetos para construção de novas escolas estariam em andamento e que a reforma Escola Marcolino Botelho iria ocorrer. Apesar de solicitado, a prefeitura não informou a data que isso ocorreria.
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