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Baixos índices » Olinda tem o quinto pior Ideb entre as cidades com mais de 200 mil habitantes Secretária de Educação de Olinda, Márcia Souto, atribui baixo desempenho aos problemas estruturais

Júlia Schiaffarino

Publicação: 02/03/2013 17:02 Atualização: 02/03/2013 00:13

Nas três medições do Ideb, os índices de Olinda caíram consecutivamente. Foto: Julio Jacobina/DP/D.A Press (Julio Jacobina/DP/D.A Press)
Nas três medições do Ideb, os índices de Olinda caíram consecutivamente. Foto: Julio Jacobina/DP/D.A Press
A cidade conhecida por ter um dos carnavais mais animados do Brasil, não tem motivos para festejar quando o assunto é educação. Dos municípios com mais de 200 mil habitantes, Olinda aparece como o 5º pior Índice Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do Brasil para o ensino Fundamental 1. No Fundamental 2,  fica com a 11ª posição entre as notas mais baixas desta avaliação.

Essa situação se agrava ao ver as três medições do Ministério da Educação (2011, 2009 e 2007). Olinda decresceu ano a ano. Somente em uma delas atingiu o mínimo aceitável pelo Ministério da Educação (MEC), fato registrado em 2007 para o Fundamental 2.

O município está sob a gestão de gestão de Renildo Calheiros (PCdoB) desde 2008. A pasta de Educação, porém, trocou de mãos neste ano e a nova secretária, Márcia Souto, preferiu abster-se de comentar de forma mais profunda o assunto. “Assumi a secretaria agora e ainda estou levantando números. Mas, realmente é um absurdo que tenhamos um Ideb nesses termos”, declarou.

Ela atribuiu parte do resultado às deficiências estruturais. Para se ter ideia, a escola Marcolino Botelho, em Salgadinho, funciona sob risco de desabamento desde o ano passado. A constatação do perigo veio de um engenheiro da própria prefeitura, que ao ver que as rachaduras continuariam a ocorrer, aconselhou colocar dois armários na sala da diretoria, um de cada lado, para segurar o teto em caso “o pior ocorresse”.

Para a presidente do Sindicato dos Professores da Rede Municipal de Olinda (Simpol), Marineide Corrêia, o problema vai além. “Falta professor. Tem muito profissional acumulando cargo”, disse. A secretária, no entanto resumiu-se a declarar que “a quantidade de professores é suficiente”. Ela ressaltou que a prefeitura investiu nos últimos anos em concursos. “Hoje estamos com toda a rede formada por profissionais efetivos”, declarou. Ela não soube informar, no entanto, quantos estariam licenciados ou cedidos para outras funções.

Como política pública prioritária ela falou que o foco tem residido no ensino de português e matemática, especialmente nas séries iniciais. Márcia Souto afirmou, ainda, que projetos para construção de novas escolas estariam em andamento e que a reforma Escola Marcolino Botelho iria ocorrer. Apesar de solicitado, a prefeitura não informou a data que isso ocorreria.

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