A Justiça Federal de Santos decretou o bloqueio de R$ 14,1 milhões de Marcos Valério, operador do mensalão, e de outras 11 pessoas acusadas de participarem de um esquema de espionagem, fraude e ameaças contra fiscais em São Paulo, segundo o jornal "O Estado de S. Paulo". A decisão teria sido dada em caráter liminar, em ação de improbidade administrativa.
O Ministério Público Federal entendeu que, em 2008, Valério e o advogado Rogério Tolentino montaram um esquema para difamar dois fiscais que teriam autuado em cerca de R$ 100 milhões a Cervejaria Petrópolis, empresa de um amigo de Valério, Walter Faria. Valério e Tolentino teriam pago policiais para produzir um falso inquérito contra os ficais. O caso está sob segredo de Justiça.
O advogado de Valério, Marcelo Leonardo, disse que não foi notificado da decisão e que a ação é "sem sentido".
"O fato que deu origem à ação não tem envolvimento de dinheiro público. O MPF está pedindo dinheiro e fez uma conta que é pura fantasia. Além disso, o bloqueio é inútil porque Marcos não tem o que ser bloqueado, o patrimônio dele já está bloqueado", afirmou o advogado.
Valério foi condenado pelo STF a 40 anos de prisão.
A Cervejaria Petrópolis informou que não teve participação no episódio nem foi multada em R$ 100 milhões, mas em R$ 7,5 milhões. Segundo a empresa, as multas foram canceladas após recurso.
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