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Recife » Comissionados de João da Costa fora da prefeitura Cargos temporários da gestão passada serão extintos a partir de hoje

Aline Moura - Diario de Pernambuco

Júlia Schiaffarino

Publicação: 31/01/2013 09:11 Atualização: 31/01/2013 12:49

Geraldo Julio já criou 1.317 novas funções para substituir os que estão saindo. Foto: Bernardo Dantas/DP/D.A. Press
Geraldo Julio já criou 1.317 novas funções para substituir os que estão saindo. Foto: Bernardo Dantas/DP/D.A. Press

Todos os cargos comissionados criados durante a gestão João da Costa na Prefeitura do Recife, e que ainda estavam no Executivo, serão extintos hoje. A coexistência entre os dois governos perdurou durante janeiro para que fosse finalizado o processo de transição. Para substituí-los, foram criadas até o momento 1.317 novas funções. Grande parte das nomeações, porém, ainda não ocorreram, ou seja, é possível que amanhã, nem antigos, nem futuros funcionários estejam aptos ao trabalho.

Para evitar que o risco perdure, será publicado nos próximos dois dias, em Diário Oficial, um volume maciço de convocações. Somente a partir delas será possível diagnosticar quantos funcionários do governo petista voltarão à prefeitura, o que tem sido uma preocupação constante para aliados do antecessor. “Esse tempo de coexistência também foi uma oportunidade de conhecer as equipes e ver quem tem condições de continuar conosco. Cada secretaria fará suas escolhas”, comentou o secretário de Administração do Recife, Marconi Muzzio.

De certo, está uma redução de cerca de 30% no quadro de cada secretaria. O excesso de comissionados foi uma crítica recorrente durante a campanha eleitoral no Recife. Após eleito, Geraldo Julio pediu ao ainda prefeito João da Costa que enviasse à Câmara Municipal uma reforma administrativa elaborada pela sua equipe que propunha a redução de mais de 600 temporários. O texto foi aprovado pela Câmara em regime de urgência.

“Essa reforma, que passa a valer a partir de 1º de fevereiro, criou uma nova estrutura para a prefeitura, novas terminologias e novos cargos”, explicou Muzzio. No texto faltaram, porém, adaptações necessárias. Um exemplo é a unidade de Compras e Licitação que saiu da Secretaria de Finanças para Administração, sem que fosse modificada a lei estabelecendo que o analista precisa estar lotado na nova pasta para receber. Esses ajustes estarão no novo projeto de lei a ser encaminhado ao Legislativo em breve.

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