Publicação: 31/01/2013 08:52 Atualização:
Volta e meia o nome do deputado estadual Raimundo Cutrim (PSD) aparece em alguma polêmica. Desta vez, o parlamentar foi denunciado pela própria procuradora geral de Justiça, Regina Rocha, ao Tribunal de Justiça do Maranhão por formação de quadrilha, grilagem de terras e falsidade ideológica.
A denúncia foi encaminhada ao Tribunal de Justiça na última sexta-feira (25). Até o fechamento desta edição, o Poder Judiciário informou que a denúncia ainda não havia sido protocolada para posterior distribuição. A denúncia da Procuradora-geral teve por base o inquérito policial instalado ano passado sobre grilagem de terras no Maranhão.
As investigações sobre grilagem começaram após a morte do empresário Marggion Andrade. Com o desenrolar dos acontecimentos e a investigação sobre grilagem, uma família de Paço do Lumiar denunciou que teria sido lesada pelo deputado em aproximadamente R$ 600 mil, na época em que ele era secretário de Segurança Pública do Estado, na venda de um terreno na comunidade Pindoba.
A propriedade teria sido adquirida pelo hoje parlamentar através de documentos que poderiam ser falsos. O deputado que, segundo o corretor Sebastião Cardoso Filho, adquiriu a terra por meio de documento fraudulento e nunca teria pago o imóvel. A transação ocorreu em 2005 e o documento que autorizava a venda da terra, segundo o corretor, foi assinado em um restaurante da cidade de São José de Ribamar.
Os documentos para que o deputado Raimundo Cutrim adquirisse a terra foram expedidos pelo cartório de 1º Ofício Extrajudicial de São José de Ribamar. A procuração foi outorgada no mês de julho do ano 2000 por Antonio Claudino da Silva, que autoriza, por meio do documento, a venda da terra. Antonio Claudino, no entanto, morreu no ano de 1997.
O deputado fez duros discursos na tribuna da Assembleia Legislativa por ter seu nome envolvido neste inquérito e no caso da morte do jornalista Décio Sá. A Assessoria de comunicação do Ministério Público Estadual confirmou o envio da denúncia ao Judiciário, mas não quis dar detalhes sobre o teor. A procuradora-geral não quis conceder entrevista sobre o caso. O Imparcial tentou contato com o deputado Raimundo Cutrim (PSD) ontem sem sucesso. A reportagem de O Imparcial também foi à Assembleia Legislativa, mas o gabinete do deputado estava trancado ontem, assim como a maioria neste período de recesso.
Em discurso na Assembleia, à época do indiciamento, Cutrim negou qualquer envolvimento com o caso, comentando: “Eu vou buscar meus direitos aonde quer que seja, e eu sei de muita coisa, eu sei de muita coisa. E eu vou começar a falar por capítulos”, revelou.
De
até
© Copyright 2013, S/A Diario de Pernambuco. Todos direitos reservados.
Esta matéria tem: (0) comentários
Não existem comentários ainda