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Divisão » Pouco mais de um ano depois de criado, PSD corre risco de rachar em Minas

Alice Maciel

Publicação: 24/01/2013 12:07 Atualização:

As feridas das eleições municipais ainda nem foram cicatrizadas e mais uma crise no PSD, partido criado há pouco mais de um ano, já está anunciada. Ao manifestar apoio à candidatura à reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT), o presidente nacional e fundador do PSD, o ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, abriu uma nova batalha com a bancada de Minas e o deputado federal licenciado Alexandre Silveira (PSD), integrante do Diretório Estadual da legenda. Eles mandaram o recado que, independentemente do posicionamento nacional do partido, estarão ao lado do pré-candidato ao Palácio do Planalto, senador Aécio Neves (PSDB) na eleição presidencial do ano que vem. Nos bastidores, a informação é de que os parlamentares já estariam articulando a saída do partido.

Em Minas, o PSD ocupa no governo tucano duas secretarias, a de Desenvolvimento Social, com o deputado estadual afastado Cássio Antônio Ferreira Soares, e a de Gestão Metropolitana, com Alexandre Silveira, que  disse já ter “motivos suficientes” para deixar o PSD, referindo-se ao posicionamento da Executiva Nacional nas eleições municipais de Belo Horizonte. “Mas prefiro acreditar que vamos chegar a um acordo lúcido”, ponderou. Depois do rompimento da aliança entre PT e PSB na capital mineira, o PSD rachou. Enquanto a executiva estadual, comandada pelo empresário Paulo Safady Simão, seguiu a orientação de Kassab para aliar a Patrus Ananias (PT), parlamentares mineiros, liderados por Silveira e pelo deputado estadual Gustavo Valadares, registraram o partido na chapa do prefeito Marcio Lacerda (PSB).

O argumento da executiva nacional para apoiar o então candidato petista era de que o cenário político havia mudado desde a convenção do partido, anterior ao rompimento entre PT e PSB. Já os dissidentes justificaram que os filiados haviam decidido pelo apoio à reeleição do socialista. Em jogo estavam dois minutos a que o PSD tinha direito no horário eleitoral na televisão. O caso foi parar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que negou o pedido da executiva nacional de participar da chapa encabeçada pelo PT na disputa pela Prefeitura de Belo Horizonte. 

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