Publicação: 24/01/2013 11:08 Atualização:
Os manifestantes que ocupam a sede do Instituto Lula, no bairro do Ipiranga, zona de sul de São Paulo, desde as 6h30m de quarta-feira vão decidir ao meio-dia se vão ou não deixar o prédio. Segundo o grupo, das cem pessoas, apenas 80 permanecem no instituto. Por conta da invasão, Lula, desde ontem, não aparece no instituto.
"Passamos a noite tranquilamente aqui dentro. Estamos em assembleia e vamos anunciar mais tarde a nossa decisão", conta Roseana dos Santos, do movimento.
Na manhã de quarta-feira, o grupo rendeu o caseiro, que entrava no prédio, e ocupou o sobrado usado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como escritório. Os manifestantes chamam a atenção para a ameaça de despejo das 68 famílias do assentamento Milton Santos, em Americana, no interior de São Paulo.
Eles querem que Lula peça à presidente Dilma Rousseff que assine um decreto de desapropriação por interesse social e evite a desocupação.
No grupo estão moradores do assentamento, que vivem no local desde 2005, ex-integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), sindicalistas e militantes do PSOL.
A ideia inicial era ficarem acampados até sair uma resposta do governo. O despejo está previsto para ocorrer daqui a uma semana. O terreno fica entre as cidades de Americana e Cosmópolis.
Na semana passada, um grupo maior, com cerca de 300 pessoas, ocupou o prédio do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), no centro de São Paulo.
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