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Doença » Estado de saúde de Fernando Lyra continua grave

Diario de Pernambuco - Diários Associados

Publicação: 24/01/2013 20:00 Atualização: 24/01/2013 22:01

O ex-ministro da Justiça Fernado Lyra segue internado no Instituto do Coração (Incor), em São Paulo. O quadro do irmão do vice-governador João Lyra Neto (PDT), continua inalterado. Lyra segue lúcido e respirando sem a ajuda de aparelhos mas, segudo a assessoria do vice-governador, o quadro ainda é grave. Não houve mudança em seu quadro durante esta quinta-feira (24).

Nesta terça-feira (22), a assessoria desmentiu boatos de que a equipe médica estaria planejando colocar um coração artificial em Lyra. Esta seria apenas uma hipótese de intervenção em último caso. Seria preciso, antes de tudo, que o quadro clínico do ex-deputado melhorasse significamente para então verificar qual seria o tratamento mais adequado.

Ainda segundo a assessoria, em reunião realizada entre a equipe médica e a família de Lyra no último domingo (20) à noite, ficou constatado que o ex-ministro não respondeu aos medicamentos como esperado e que, por isso, os médicos só poderão aplicar um novo procedimento quando o ex-ministro apresentar melhoras no quadro clínico geral.

No fim do ano, Fernando Lyra apresentou uma infecção urinária, que causou complicações no seu problema de insuficiência cardíaca, afetando inclusive sua capacidade de respiração, mas não houve necessidade de submeter Lyra a respirar com a ajuda de aparelhos. O ex-ministro segue sem previsão de sair da UTI.

De acordo com os médicos, a retenção de líquido sobrecarrega o coração, fazendo com que o batimento fique desregular, afetando também o sistema respiratório. Lyra segue respirando sem o auxílio de aparelhos e segue sem previsão de sair da UTI. Equanto isso, os médicos trabalham para amenizar a retenção de líquido para, assim, normalizar o batimento e a capacidade respiratória de Lyra.

Fernando Lyra foi deputado federal pelo antigo MDB, partido que fazia oposição ao regime militar no Brasil. Foi ministro da Justiça de José Sarney e, em 2003, foi nomeado presidente da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), deixando o cargo em 2011.

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