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MENSALÃO » Luciana Genro visita Recife e defende anulação da reforma da Previdência

Tauan Saturnino

Publicação: 23/01/2013 21:56 Atualização:

A ex-deputada federal Luciana Genro (PSol), filha do governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), esteve nesta quarta-feira (23) em Recife para participar de um debate com membros de sua sigla acerca da anulação da reforma  da Previdência, ocorrida em 2003, por conta do julgamento do escândalo do Mensalão.  A tese de Luciana e de outros integrantes do partido é que a compra de votos ocorrida na época e julgada pelo Supremo Tribunal Federal no ano passado constituiria um vício de origem na votação e por este motivo deveria ser anulada. Ela também acredita que a reforma foi prejudicial aos servidores públicos e que isto deveria ser levado em conta pela justiça.

De acordo com Luciana, a discussão da reforma da Previdência está intimamente ligada às origens do próprio PSol. Na época, uma parcela dos congressistas do PT que votaram contra a o projeto, incluindo Heloísa Helena e a própria Luciana Genro, foram expulsos do partido por insubordinação e a partir daí resolveram criar o PSol.  “Esse debate é simbólico para nós do PSol pois tem uma característica especial. A reforma foi a dor  do parto da nossa expulsão do PT”, declarou.

A ex-deputada também falou acerca dos planos do partido para as eleições presidenciais do próximo ano e comentou as declarações de Heloísa Helena (PSol) acerca de seu apoio ao projeto de Marina Silva em criar um novo partido. “A própria Heloísa não deu um veredito sobre sua ida a outra legenda. A maioria do PSol não está pensando em embarcar no projeto de Marina Silva, esta é apenas opção pessoal de Heloísa. Nós teremos candidatos a presidente no próximo ano mas creio que este não é o momento de discutir nomes”, afirmou.

Para Luciana, mais importante que a definição de nomes é o debate acerca do arco de alianças do partido. Ela criticou as alianças que o PSol fez em Macapá (AP) para ganhar a eleição naquela capital. “Não podemos cair na vala comum do PT e fazer alianças que não tenham conteúdo programático”, disse. Ao ser questionada sobre sua relação com o pai, Luciana desconversou. “ Nossas diferenças políticas são muito antigas. Quando vamos aos churrascos da família nos domingos só falamos amenidades”, informou.

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Autor: Alcion Machado Melo
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