Aline Moura - Diario de Pernambuco
Publicação: 22/01/2013 12:33 Atualização: 23/01/2013 09:12
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| Prefeito recebeu a notícia de que a terceira e quarta etapas da Via Mangue deve atrasar novamente. Foto: Andréa Rêgo Barros/PCR |
Conhecido pelo postura ágil que pretende dar à gestão, o prefeito Geraldo Julio (PSB) recebeu a notícia nesta terça-feira (22) de que a terceira e quarta etapas da Via Mangue, uma obra iniciada no governo João Paulo (PT) e retomada com João da Costa (PT), deve atrasar novamente. Ele passou cerca de uma hora conversando com os engenheiros da Queiroz Galvão, disse que verá se consegue antecipar a finalização das obras, mas recebeu a notícia de que o empreendimento só pode ser concluído em abril de 2014, sete meses depois do prazo prometido.
O prefeito não quis citar os motivos que levaram a tantos atrasos, mas prometeu entregar 70% das obras antes do início da Copa aos recifenses. “Eles apresentaram diversos itens (para o atraso), diversos acontecimentos que vêm ocorrendo e esse é o cronograma mais apertado que eles conseguem executar a obra. Mas eu pedi que eles fizessem o estudo da engenharia para ver se é possível antecipar”, declarou.
Geraldo Julio demostrou não ter gostado de saber das declarações do ex-prefeito João da Costa, que disse que tinha “roído o osso” e entregaria “o filé ao sucessor”. Indagado se era isso mesmo, ele disse que “não”, mas não entrou em detalhes ou polêmicas. “Não, a conclusão que eu chego é que essa obra é muito importante para o Recife. É uma obra de R$ 460 milhões e R$ 140 (30,4%) milhões foram realizados. Esse foi o quadro me apresentado”, afirmou.
Segundo informações da prefeitura, a Via Mangue envolve o trabalho de quase 1.500 funcionários, 154 equipamentos (caminhões, guindastes, dragas); para a construção de viadutos, uma ponte estaiada com uma altura de 70 andares (equivalente a um prédio de 23 andares) e uma pista dupla, com 4,7 hectares de extensão.
A construção da Via Mangue utiliza técnicas modernas com o emprego de um equipamento denominado Cantitraveller, capaz de fincar as estacas e montar as placas ao mesmo tempo. Todo o material é pré-fabricado e montado no local. Dessa forma, o impacto gerado ao meio ambiente é reduzido ao máximo. Além disso, a empresa mantém um viveiro para produção de mudas de plantas nativas do mangue para implantação de uma área de recuperação ambiental com uma área de 3,2 hectares.
Com informações da assessoria
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