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Proposta » PEC acaba com reeleição para o Executivo e fixa coincidência de mandatos

Agência Câmara

Publicação: 20/01/2013 09:06 Atualização:

Corte Real: não há motivos para o País se ver, de dois em dois anos, às voltas com eleições (Blenda Souto Maior/DP/D.A Press)
Corte Real: não há motivos para o País se ver, de dois em dois anos, às voltas com eleições
Em análise na Câmara, a Proposta de Emenda à Constituição 224/12 propõe uma série de alterações no sistema eleitoral brasileiro. O texto, do deputado Jorge Corte Real (PTB-PE), acaba com a reeleição para o Executivo – Presidência da República, governos de estado e prefeituras – e estabelece a coincidência de todos os mandatos, que passam a ter duração de cinco anos a partir de 2022.

Com a mudança, no lugar de eleições a cada dois anos, o País terá pleitos a cada cinco. Atualmente, os mandatos para todos os poderes têm duração de quatro anos, mas as eleições para os cargos executivos e legislativos – Câmara dos Deputados, assembleias legislativas e câmaras de vereadores – são realizadas com diferença de dois anos.

Senado
Ainda conforme a proposta, os mandatos de senador também serão modificados. Cada representante de estado no Senado terá mandato de apenas cinco anos. Atualmente, permanecem oito anos no cargo.

A eleição de suplentes de senador também muda. Pelo texto, serão suplentes do eleito o segundo e o terceiro candidatos com maior número de votos. Hoje, elege-se uma chapa fechada – o eleito já traz os dois suplentes.

Exceções
Para garantir a realização simultânea de eleições para todos os cargos, a proposta estabelece que, excepcionalmente, prefeitos e vereadores eleitos em 2016 terão mandatos seis anos. Da mesma forma, os integrantes do Senado escolhidos em 2018 ficarão nove anos na posição.

Corte Real argumenta que a coincidência de mandatos “quase se justifica por si mesma”. Segundo afirma, “não há motivos para o País se ver, de dois em dois anos, às voltas com eleições e com o custo para a Nação que acarretam, seja econômico, seja político”.

Ainda conforme o deputado, a prática também mostrou que a reeleição para os cargos do Executivo não beneficia a qualidade da administração pública, “mas facilita a sedimentação de oligarquias nos municípios, nos estados e até no nível federal”.

Tramitação
Inicialmente, a proposta será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania quanto à admissibilidade. Caso seja acatada, seguirá para uma comissão especial criada especialmente para sua análise.

Esta matéria tem: (2) comentários

Autor: EVANILDO PAIVA
ESSE SERIA UMA ATITUDE DE RESPEITO , COM OS ELEITORES, MAS PELOS POLÍTICOS QUE TEMOS NO CONGRESSO, ACREDITO QUE SEJA MUITO DIFÍCIL PASSAR. | Denuncie |

Autor: Rubem Chaves
Até que enfim uma proposta sensata de um parlamentar que me parece, ter visão. Devemos apoiá-lo nessa empreitada para não deixá-lo sozinho ante aqueles que se beneficiam com o status quo atual. | Denuncie |

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