Publicação: 18/01/2013 10:50 Atualização:
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| Corredor da Câmara: alguns deputados defendem a revisão das regras de contratação de assessores parlamentares. Foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A. Press |
Ao tomar conhecimento da nova denúncia de funcionários fantasmas na Câmara dos Deputados, revelada nessa quinta-feiraontem, pelo Correio, o Ministério Público Federal do Distrito Federal (MPF-DF) admitiu que o episódio merece análise mais aprofundada e que poderá abrir um inquérito para investigá-lo. Parlamentares e o procurador da República Frederico Paiva — responsável pelo caso de Elias José Ferreira, noticiado na semana passada — comentam que a denúncia é grave e exige, além de apuração, mudança nas regras de contratação de assessores da Casa.
A reportagem de ontem, o Correio/Diario revelou que duas secretárias parlamentares do deputado Antônio Andrade (PMDB-MG) não trabalhavam efetivamente nem no gabinete em Brasília nem no escritório de Belo Horizonte. Amália Marisa de Assis Ferreira, mulher de Elias, atua, na verdade, numa loja de produtos agrícolas em Coromandel (MG) — cidade em que o deputado obteve mais de 5 mil votos, segundo o próprio peemedebista. Já Naiara Rosa Peres, filha da ex-prefeita de Coromandel Dione Maria Peres, estagiou em empresas de consultoria financeira enquanto recebia salário da Câmara. Somente na tarde de ontem, o deputado deu explicações sobre o caso.
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