Já imaginou uma cidade onde um prefeito pode doar qualquer bem ou imóvel público sem precisar de aprovação prévia da Câmara de Vereadores? Pois bem, esse é o caso de Palmeirinha, localizada a 192 quilômetros do Recife. O prefeito da gestão anterior, Eudson Catão (PSB), está sendo acusado pelo prefeito Renato Sarmento (PMDB) de guardar bens públicos em seu poder.
Segundo aliados de Renato Sarmento, o município de Palmeirinha realizou dois convênios com o Ministério da Ciência e Tecnologia, no valor aproximado de R$ 1 milhão, com o objetivo de adquirir máquinas de costura profissionais com capacidade para produção seriada de confecções. No total, 250 máquinas foram compradas para que mulheres pudessem trabalhar produzindo materiais para comercialização.
Entretanto, após auditoria interna da nova gestão, se "constatou cabalmente que tal cooperativa jamais foi implantada pela gestão de Eudson catão e que as máquinas estão abandonadas em um galpão municipal." No entanto, a atual gestão relata que só foram encontradas 23 máquinas e que não foi informada sobre o paradeiro das demais.
Em virtude disto, a prefeitura, por meio de um advogado, ajuizou o pedido de busca e apreensão das máquinas, o qual foi deferido liminarmente pelo magistrado da comarca de Palmeirinha. Realizando as buscas no local citado como possível depósito das máquinas e mediante recusa do proprietário do imóvel, que no caso, é o antigo prefeito Eudson Catão, as portas foram arrombadas pelo oficial de justiça escoltado pela Polícia Militar em cumprimento á determinação judicial. Já no interior do local, verificou-se a presença de várias máquinas, bancas escolares, lençóis que iriam ser doados para vítimas das chuvas de 2010 e galões de água.
Todo material se encontra em poder da atual gestão até que se encontre um local apropriado, pois segundo a nova administração, não existe instalação adequada no município para depositar as máquinas uma vez que "a cooperativa jamais existiu." Ainda segundo a administração, a prefeitura está tomando todas as medidas judiciais cabíveis para reaver o patrimônio em conjunto com o Ministério Público e estão buscando meios de responsabilização civil, administrativa e penal dos envolvidos no esquema de desvio de bens públicos.
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