Partidários do prefeito empossado de Água Preta, Eduardo Coutinho (PSB), estão acusando os aliados do adversário político do gestor, Armando Souto (PDT), de vandalismo em represália à decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), que barrou a realização de novas eleições no município, decidida na primeira instância. O alvo do suposto vandalismo foi um prédio da Compesa, na cidade, onde houve um incêndio durante a madrugada. A polícia científica fez perícia no local durante amanhã, mas não apresentou laudo conclusivo sobre o que provocou as chamas.
O argumento usado para a acusação aos adversários tem como base declarações de moradores da cidade que participaram do protesto no fim da tarde de ontem, logo após a decisão do TRE. Na oportunidade, agitados, alguns eleitores de Armando Souto acusaram o governador Eduardo Campos, do mesmo partido do prefeito, de ingerência para manter o aliado no cargo. Houve até quem prometesse botar fogo em ambulâncias na cidade. O pedetista foi o mais votado nas eleições municipais, porém, concorreu sub judice no ano passado, por causa de um desentendimento com a executiva estadual, que negou a legenda para a disputa.
No julgamento de ontem, mantendo entendimento anterior, o relator do recurso impetrado por Eduardo Coutinho para ser empossado, Luiz Alberto Gurgel, votou pela realização de novas eleições. O entendimento dele era o de que, como Souto teve 52,75% dos votos válidos, a eleição teria que ser anulada, uma vez que o registro dele foi cassado. Com isso, seria realizada nova eleição. Porém, quatro outros desembargadores entenderam que, para o cálculo, deveriam ser contabilizados também os votos brancos e nulos, o reduziria o percentual conquistado pelo pedetista para menos de 50%.
A decisão mantém Eduardo Coutinho no poder por mais um mandato. Cabe recurso ainda para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A reportagem não conseguiu contato com Armando Souto para comentar as acusações.
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