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Polêmica agravada » Depois dos evangélicos, gays pedem passaportes diplomáticos

Publicação: 17/01/2013 11:11 Atualização: 17/01/2013 13:04

Após conceder passaportes diplomáticos a seis líderes religiosos de igrejas evangélicas, a ABGLT (Associação brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) enviou um ofício ao Ministério das Relações Exteriores (MRE), exigindo o mesmo direito.

"Tendo em vista que a ABGLT também atua internacionalmente, tendo status consultivo junto ao Conselho Econômico e Social da Organização das Nações Unidas, além de atuar em parceria com diversos órgãos do Governo Federal, vimos solicitar que sejam concedidos da mesma forma passaportes diplomáticos para os/as integrantes da ABGLT", diz o ofício encaminhado por e-mail.

De acordo com o presidente da ABGLT, se os pastores podem eles também querem. "Claro que a regra diz que esse passaporte é uma excepcionalidade. Mas, se vão dar para todos os pastores evangélicos, nós também queremos. E queremos com os respectivos cônjuges, assim como os bispos e pastores", explica Toni Reis, presidente da ABGLT. O presidente cita ainda que os direitos são iguais e caso o pedido não seja atendido, irão solicitar o Ministério Público. "Queremos a isonomia. Nem menos nem mais, direitos iguais."

Segundo a entidade o objetivo é "realizar um trabalho de promoção e defesa dos direitos humanos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais nos 75 países onde ser LGBT é crime e nos sete países onde existe pena da morte para as pessoas LGBT".

Nesta semana, o Ministério das Relações Exteriores concedeu passaporte diplomático a quatro líderes evangélicos da Igreja Internacional da Graça de Deus e da Igreja Evangélica Assembleia de Deus. As portarias, assinadas pelo ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, referem-se a pedidos de outubro e dezembro de 2012 concedeu seis passaportes a líderes religiosos de igrejas evangélicas. Receberam o benefício Romildo Ribeiro Soares --o R.R.Soares-- e Maria Magdalena Bezerra Soares, da Igreja Internacional da Graça de Deus, Samuel Cássio Ferreira e Keila Campos Costa, da Igreja Evangélica Assembleia de Deus, e apóstolo Valdemiro Santiago de Oliveira e sua mulher, Franciléia de Castro Gomes de Oliveira, da Igreja Mundial do Poder de Deus. Os passaportes têm validade de um ano.

Vale lembrar que a presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados, Perpétua Almeida (PCdoB-AC), vai pedir explicações ao Ministério das Relações Exteriores sobre os passaportes diplomáticos concebidos aos líderes religiosos evangélicos na próxima semana.

Esta matéria tem: (2) comentários

Autor: Giovani Macedo
Essa minoria, essa aberração da natureza, essa vergonha para a família e para sociedade estão de miolos perturbados. A família e os bons costumes merecem respeito e não vai ser meia dúzia sem voz que irá acabar com isso. vergonha!! | Denuncie |

Autor: Francisco Filho
Primeiro, esses passaportes não foram concedidos por amor ao Evangelho e, sim por interesse político, pois sabemos que essa liderança praticamente obrigam os liderados a votarem em quem bem entendem. Segundo, o Líder Maior, JESUS, nunca contou com tal prerrogativa. Sempre fora perseguido. | Denuncie |

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