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Posicionamento » Eduardo Campos nega interesse eleitoral durante entrevista coletiva

Diario de Pernambuco - Diários Associados

Publicação: 15/01/2013 22:57 Atualização: 16/01/2013 00:12

Após reunião com o secretariado, govenador afirmou que o momento não é apropriado para a discussão da sucessão presidencial. Foto: Edvaldo Rodrigues/DP/D.A Press  (Edvaldo Rodrigues/DP/D.A Press)
Após reunião com o secretariado, govenador afirmou que o momento não é apropriado para a discussão da sucessão presidencial. Foto: Edvaldo Rodrigues/DP/D.A Press

A coletiva de imprensa feita pelo governador Eduardo Campos (PSB) no Centro de Convenções, logo após a reunião com a sua equipe de secretários, na tarde desta terça-feira (15), não foi marcada apenas pelo anúncio do aumento de investimentos no estado. A pauta política permeou toda a entrevista, repercutindo o encontro que o socialista teve com a presidente Dilma Rousseff  (PT) na segunda-feira (14). Entretanto, o governador, que também é presidente nacional do PSB, continuou a afirmar que não está considerando o cenário eleitoral de 2014, mesmo sendo um dos nomes cotados para disputar a presidência ou compor uma chapa com Dilma Rousseff caso ela tente se reeleger.

Eduardo Campos voltou a afirmar que não tratou de temas partidários em sua conversa com a presidente, mas sim de projetos e programas voltados para Pernambuco, além de temas ligados à economia nacional. Ele negou ter realizado qualquer tipo de articulação para trazer a presidente ao encontro de governadores socialistas no Nordeste. “Na visita de 18 de fevereiro, trataremos de várias pautas. Em nossa conversa não foi fechado nada, mas tratamos de muitas coisas. O governo tem que incrementar o crescimento. Como economista sei que os balanços e números são importantes mas as ações são mais. Não é verdade que combinei uma visita dela ao Nordeste. Quem tomou a decisão foi ela. A presidente vai visitar todos os estados da região, tanto os governados por socialistas quanto por tucanos”, informou.

O governador também disse que uma antecipação do debate eleitoral seria um desserviço ao país e que não irá interferir na votação para presidente da Câmara dos Deputados, apesar do PSB ter como candidato na disputa o deputado de Minas Gerais Júlio Delgado. “Tudo o que o Brasil não precisa é montar palanque. As grandes nações do mundo estão enfrentando a crise com diálogos. O cidadão que vai ler as notícias acha melhor ver os políticos brigando ou se unindo para limpar a área e fazer o gol de 2013? Quanto à Câmara, a questão é com os deputados federais. Conversar com o líder do PSB sempre converso, mas já fui deputado e sei que eles não gostam quando os partidos se envolvem em uma questões internas específicas da Casa. Júlio Delgado tem interesse e está discutindo com a bancada que é o fórum a quem ele está ligado. Não é uma discussão do partido”, declarou.

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