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Corrida » Aproximação de Dilma e Eduardo isola ainda mais Humberto

Publicação: 10/01/2013 10:37 Atualização: 10/01/2013 12:37

O movimento feito pela presidente Dilma Rousseff (PT) para se reaproximar do governador Eduardo Campos (PSB) é visto pelo grupo ligado ao ex-prefeito João da Costa (PT) como o tiro de misericórdia contra as lideranças do partido que defenderam o rompimento dos dois partidos em Pernambuco. Os alvos preferenciais das alfinetadas são o senador Humberto Costa e os deputados federais João Paulo e Pedro Eugênio (atual presidente estadual da legenda). Os dois primeiros foram candidatos a prefeito e a vice, respectivamente, em uma desgastante disputa da Prefeitura do Recife com o socialista Geraldo Julio (PSB), afilhado político de Eduardo.

"Eu acho que o movimento da presidente Dilma e de Lula é de quem tem juízo na política, de quem está preocupado com a sociedade, com o povo, com o país", alfineta o presidente municipal do PT, Oscar Barreto, para quem "ver divisão para 2014 é burrice". O petista integrava o núcleo duro de defesa da gestão de João da Costa, encerrada em 31 de janeiro e também integra o segundo escalão do governo de Eduardo Campos, ocupando o cargo de Secretário Executivo de Agricultura. O senador Humberto Costa, principal alvo dos petistas ligados ao PSB, foi o primeiro a se manifestar, publicamente, contra a adesão do partido ao prefeito Geraldo Julio, dias antes da posse dele. O senador também fez gestões junto à direção nacional do partido com alertas sobre o voo nacional de Eduardo, mas não obteve sucesso.

Por conta da exposição e da falta de eco nos seus alertas, há quem aponte isolamento do senador, que deixa a liderança do PT no Senado, neste ano, e vai passar três meses nos Estados Unidos para o aperfeiçoamento do inglês. Com o atrelamento petista ao grupo liderado pelo PSB, os petistas também já não vislumbram uma campanha em faixa própria para o governo do estado em 2014. O partido poderá apoiar o candidato do PSB, a ser indicado por Eduardo, o do PTB, Armando Monteiro, ou mesmo um do PMDB, caso o prefeito de Petrolina, Júlio Lóssio, conquiste o aval da legenda para a disputa.

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