Publicação: 04/01/2013 21:33 Atualização: 04/01/2013 22:42
Em resposta às afirmações feitas pelo prefeito de Ipojuca, Carlos Santana (PSDB), ao Diario, definindo a situação da cidade como “caótica” e alegando não ter recebido os dados relativos à gestão do município por parte da equipe de transição do ex-prefeito Pedro Serafim (PDT), a ex-secretária de Planejamento da cidade, Simone Osias, decidiu vir a público para dar sua versão dos fatos.
Ela foi uma das integrantes da equipe de transição e disse não entender o motivo das declarações do atual prefeito. “São três possibilidades. Ou houve falha de comunicação entre a equipe do prefeito e o próprio, ou ele está sob muita pressão já que a eleição foi apertada, ou ele quer usar isso como estratégia para o próximo pleito. Eu prefiro acreditar que se trata de falha de comunicação”, afirmou.
De acordo com Simone, durante o período de transição a equipe de Pedro Serafim foi solícita para com a de Carlos Santana. Até mesmo o local das reuniões, feitas em um escritório de advocacia, teria sido indicado pelo atual gestor. Ela também afirma que as receitas e despesas da prefeitura estão equilibradas. “Temos R$ 15 milhões em caixa, dos quais R$ 5 milhões não estão atrelados a nenhum compromisso. Não temos nenhum débito com o INSS, todos os contratos estão regulares e não demitimos um único funcionário”, disse.
Simone também informou que a equipe de transição tirou fotografias das estruturas físicas da administração de Pedro Serafim e que elas estão guardadas e serão enviadas aos órgãos competentes para investigar eventuais irregularidades. “Toda a documentação foi digitalizada e se encontra em uma empresa especializada. Temos também filmes que já estão sendo enviados ao Ministério Público, ao Tribunal de Contas do Estado e à Câmara Municipal. O prefeito tem meu telefone particular, que continua o mesmo, e pode me ligar caso queira saber de alguma coisa”, declarou.
A ex-secretária disse que toda a equipe de transição se espantou com o ocorrido. “Nós conversamos com Pedro Serafim e ele, como todos nós, ficou espantado. Se estivéssemos em campanha podíamos atribuir isto à disputa, mas não é o caso. Os palanques foram desmontados. Não sei definir esta situação”, falou.
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