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Ipojuca » "A situação está um caos", afirma Carlos Santana

Andrea Pinheiro - Diario de Pernambuco

Publicação: 03/01/2013 19:12 Atualização:

Prefeito Carlos Santana fechou a prefeitura para fazer um diagnóstico da situação do município. Foto: Ricardo Fernandes/DP/D.A Press (Ricardo Fernandes/DP/D.A Press)
Prefeito Carlos Santana fechou a prefeitura para fazer um diagnóstico da situação do município. Foto: Ricardo Fernandes/DP/D.A Press
Segundo maior Produto Interno Bruto (PIB) do estado, o município de Ipojuca está "às escuras". Foi assim que o prefeito Carlos Santana (PSDB), recém-empossado, definiu a maneira como recebeu a administração municipal do antecessor, Pedro Serafim (PDT). A prefeitura está fechada nesta semana para que o novo gestor e equipe tomem conhecimento da situação administrativa. Será reaberta para atendimento ao público na segunda-feira, dia 7.

Segundo Carlos Santana, o quadro é bastante delicado. "Encontramos um verdadeiro caos", declarou em entrevista por telefone ao Diario. Não há informações sobre a receita do município, sobre as despesas, sobre os recursos da prefeitura em caixa e os serviços básicos estão sendo mantidos a duras penas. "Não houve transição, então assumimos sem saber o que realmente iríamos encontrar. Sabíamos que seria uma situação complicada, mas não tão complicada assim", disse.

O cenário, segundo o prefeito, é de secretarias fechadas, porque os funcionários levaram as chaves dos prédios; ônibus escolares e carros relativamente novos depredados; postos de saúde e hospitais funcionando de forma precária. Carlos Santana já decidiu que será necessário fazer uma compra emergencial de medicamentos para garantir o atendimento de saúde à população.

A matrícula escolar começou nesta quinta-feira (3) e está sendo feita manualmente. Não existe nem informação de quantos funcionários a prefeitura tem. Segundo dados extraoficiais, há aproximadamente 1,2 mil servidores efetivos. Os comissionados e os terceirizados são estimados em 1,5 mil e 6,8 mil, respectivamente. A prefeitura está entrando em contato com as empresas prestadoras de serviço para obter os dados exatos e deve enxugar os quadros.

O prefeito pediu que cada secretário fizesse um diagnóstico de suas pastas. A partir dos dados, Carlos Santana vai fechar as mudanças no organograma da gestão e decidir que medidas serão adotadas. A expectativa é de que a gestão comece efetivamente a funcionar em 90 dias. Mas o prefeito já decidiu que todos os desmandos serão encaminhados para investigação dos órgãos competentes. "Estamos filmando e fotografando tudo na cidade para tomarmos as medidas cabíveis", ressaltou.

Outra decisão de Carlos Santana foi de apresentar os contratos vigentes no município para análise do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Alguns desses contratos já estão em investigação no órgão fiscalizador: o de transporte escolar e os dos programas Xô Dengue e Dentista em casa. "Só depois de toda essa análise é que poderemos, de fato, iniciar a nossa gestão", declarou.

A reportagem entrou em contato com o ex-prefeito Pedro Serafim, mas ele não atendeu os telefonemas.

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