Se na hora de acompanhar as ações executadas pelo governo, Eduardo Campos tem sido contundente nas orientações e cobranças ao secretariado, o socialista também não tem dado brecha para a política partidária. Eduardo, apesar de presidenciável, tem evitado falar em público sobre assunto. Segundo informações de bastidores, a frase mais ouvida pelos auxiliares que tentam tratar de questões eleitorais é a seguinte: “2014 está embutido em 2013. É preciso executar o que foi planejado para 2013”, afirma o governador para “cortar” a conversa.
A pressa para evitar que o próximo ano, véspera das eleições nacional e estadual, seja dominado por questões políticas. Uma prática que o governador tem evitado desde que assumiu o comando do estado, em 2006. Na entrevista de fim de ano ao Diario, por exemplo, ele defendeu a coincidência as eleições como uma saída para evitar a “eleitoralização” do país.
“Precisamos coincidir as eleições em um ano só. Caso contrário, o país vai continuar sangrando e ouvindo um debate totalmente desprovido de propósitos”, alertou o socialista na ocasião. Ao desviar o foco das questões eleitorais com a equipe, Eduardo Campos, de certa forma, já aponta o caminho para os auxiliares que pretendem disputar mandato eletivo em 2014. Na equipe do socialista, alguns secretários são detentores de mandato (deputados federais e estaduais) que se licenciaram para assumir cargos no primeiro escalão do governo.
Esta matéria tem: (0) comentários
Não existem comentários ainda