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Entrevista exclusiva » "O poder não é eterno para ninguém", afirma João da Costa

Cláudia Eloi - Diario de Pernambuco

Publicação: 29/12/2012 16:00 Atualização: 28/12/2012 20:17

 (Paulo Paiva/DP/D.A Press)

O prefeito do Recife, João da Costa, considera que a esta altura do “campeonato”, não adianta remoer o passado para achar culpados sobre a derrota política sofrida pelo PT para o PSB, após 12 anos no comando do Recife. Ele acredita que, nessa análise, não há vencedor e que há um consenso sobre os erros políticos cometidos. Em sua avaliação, seu partido não pode ficar “dormindo” sobre as conquistas que aconteceram. Defendeu que o PT precisa retomar um diálogo interno e definir um caminho.

O petista admitiu que o novo prefeito Geraldo Julio terá dor de cabeça ao assumir o governo em função do pouco crescimento do país e da redução do repasse de recursos do governo federal. Ele garantiu, no entanto, que o socialista encontrará uma prefeitura equilibrada financeiramente. Bem-humorado, João da Costa disse que nenhum prefeito foi mais investigado do que ele, seja com pedidos de informações da Câmara e auditorias no Tribunal de Contas (TCE), mas que nenhuma irregularidade foi encontrada.

João da Costa negou que a Prefeitura do Recife estivesse “inchada” em seu governo. Também tratou sobre a relação conflituosa com os vereadores e garantiu que o novo secretário de Habitação, Eduardo Granja, não faz parte se sua cota pessoal, mas que foi uma indicação do partido. O petista revelou que a perda do poder não o incomoda e que está em seus planos concorrer para deputado federal em 2014. Confira a entrevista.

O novo prefeito vai encontrar uma prefeitura saneada e não terá ter dor de cabeça para governar?

Dor de cabeça todo prefeito tem porque não há muita margem de manobra. Como o Brasil cresceu 1%, houve redução de impostos federais, principalmente com o IPI que reduziu a transferência de FPM, não se tem muita margem de manobra para fazer mais coisas. Tem que ampliar a redução de despesas, buscar novas receitas. Acho que ele terá condições políticas de fazer algo que eu não tive. Porém, ele não vai encontrar um endividamento de curto prazo, que atrapalhe o governo. Vamos entregar o governo dentro da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), com a folha de pagamento em torno de 42%. Vamos entregar uma prefeitura equilibrada e com dinheiro para investimento.

O novo prefeito anunciou o corte de vários cargos comissionados. A Prefeitura do Recife está inchada?
A prefeitura nunca esteve inchada. Conversei com o governador e ele disse: o pessoal dizia que vocês tinham sete mil cargos comissionados. Quando fomos ver só tinham 2.700. Desse total, eles estão extinguindo cargos menores de DDI, que são agentes administrativos. Geraldo resolveu melhorar os salários de cima e diminuir o número de cargos comissionados nesse ponto. Mas ele está contratando 300 gestores de planejamento. Se você corta 500 e contrata 300, se percebe que a prefeitura não estava inchada. Esse mito de que aqui havia um quadro exagerado de cargo comissionado não existe.

 Sua gestão foi alvo de auditorias pelo Tribunal de Contas do Estado. O senhor se sente injustiçado?
Fico alegre porque nenhum prefeito dessa cidade foi mais investigado do que eu (risos). Houve auditoria na Câmara, pedido de informação, auditoria de TCE. Estou saindo sem vocês divulgarem nenhum escândalo, nenhuma prova sobre desvio de recursos. Estou entregando uma prefeitura organizada, sem dívida, dentro da LRF, antecipando o pagamento do salário e do 13º, além de garantir investimentos para a cidade e ainda captando recursos. Em quatro anos, captamos, em média, R$ 1 bilhão por ano. Nossa capacidade de transformar isso em obras precisa ser melhorada. Acho que é isso que Geraldo Julio vai fazer. Ele vai fazer com que a prefeitura produza mais porque sabe que tem dinheiro para gastar.

A sua relação com a Câmara de Vereadores não foi boa. A que o senhor atribui?

A relação conflituosa existe. Dilma (Rousseff) está para ve derrubado o veto dela sobre a distribuição dos royalties. Então vão dizer que ela também não tem uma relação com o Congresso. A relação que eu saiba que seja ótima é do governador Eduardo Campos com a Assembleia. Só tive problema de veto agora no final por questões políticas. Foi mais uma retaliação de projetos que tinham consistência. Sancionei muitos projetos da oposição. Fora isso os grandes projetos que encaminhamos da cidade foram aprovados.

Por que a prefeitura não desapropriou o terreno que os vereadores queriam para fazer a sede da Câmara?
Se eles tivessem criado esse fundo antes… Por que foi criado no fim de meu governo? Os vereadores não podiam ter criado esse fundo para ir capitalizando? Eu disse a Múcio (Magalhães), Jurandir (Liberal) e (Augusto) Carreras. Vocês querem que eu desaproprie o terreno (na Cruz Cabugá) sem o dinheiro ser o da Câmara. O Legislativo recebe 4,5% do duodécimo. O natural é que eles pagassem o terreno. A Assembleia não está fazendo? Perguntei quando eles começariam e disseram que não havia projeto feito nem dinheiro para começar. Vou pegar o dinheiro da prefeitura se posso fazer uma praça? Eles disseram que tentariam via emenda parlamentar. O governo precisava fazer uma quadra para o Ginásio Pernambucano. Desapropriou e começou a obra. Foram os momentos que não se encontraram. Se tivesse o dinheiro, projeto pronto, licitado e estivesse faltando apenas o terreno. Podia ter andado.

O secretário de Habitação do novo governo, Eduardo Granja, é muito ligado ao senhor. É um pedaço de seu governo que fica na gestão Geraldo Julio?
Não. É a representação do PT e não do governo João da Costa. O diretório municipal aprovou retomar o diálogo com a Frente Popular. O PT foi convidado para uma secretaria, se sugeriu o nome de Eduardo Granja. Ele foi aprovado pela direção municipal do PT. Granja está representando o PT do Recife no governo.

 (Paulo Paiva/DP/D.A Press)
O senhor pode fazer uma avaliação desse processo tumultuado do PT desde a prévia até a rejeição de seu nome por parte do partido?

Hoje há um consenso do grande prejuízo dos erros políticos cometidos. Desde a direção nacional do partido até a local. Não adianta a gente ficar remoendo esse passado, procurando culpados. Isso não vai ajudar. O PT tem um grande desafio pela frente. Precisa criar condições para retomar um diálogo político interno, definir um caminho. Se vamos ficar na Frente Popular, se não queremos. Voltar a ter um diálogo mais articulado com a sociedade civil. O PT precisa fazer um balanço desses 12 anos, defender seu legado. Ninguém vai defender o legado do PT a não ser a gente. As grandes conquistas desses 12 anos. Teremos uma eleição nacional em que o partido precisa fazer um balanço de 12 anos a frente de governar o Brasil. Isso vai repercutir aqui em Pernambuco. O PT precisa estar antenado, participando desse debate com projetos e ideias para que o partido possa retomar o seu papel de ser uma alternativa no futuro. Os partidos precisam se credenciar para serem alternativas.

O PT perdeu a prefeitura porque a população cansou ou a sigla está pagando pelos erros?
Na democracia, você tem alternância de poder. Às vezes, você avança, tem uma necessidade histórica, você apresenta soluções para ela, atende as necessidades e surgem outras. Por isso acho que o PT tem que fazer um balanço e pensar nessas alternativas para sempre. Durante os doze anos do PT no governo federal fizemos mudanças, principalmente, nas questões sociais. Com o tempo aparecem outras necessidades. O PT tem que se atualizar, propor coisas novas. Ajudamos a mudar o Brasil e o Recife. Essas mudanças estão exigindo da gente outro comportamento. Não podemos ficar dormindo sobre essas conquistas que aconteceram. A sociedade incorpora as mudanças e passa a exigir outras. Se a gente não se atualiza, não dialoga com a sociedade. O que era bom em determinado momento já não serve.

Como fica a sua situação no PT e seu futuro político?
O prioritário agora é o PT criar condições de diálogo político no partido. Não podemos começar isso dizendo que quem candidato a presidente do PT, a isso ou aquilo. Há amigos, militantes que têm colocado essa perspectiva de disputar um cargo mais a frente. Que cargo seria esse? Surge a ideia da candidatura a deputado federal. Isso é o ponto de partida, não de chegada. O ponto de chegada quem define é a política.

O senhor tem mágoa do partido?
Não vou ficar trabalhando as coisas com mágoa. O que se cometeu foi um erro político que todos estamos pagando por ele. Nessa análise, não tem quem ganhou. Defendi aquilo que eu achava que era o caminho que o PT deveria percorrer. Alertei para isso, achei que aquele caminho não conduziria o PT. Acho que além da derrota eleitoral, nos afastamos de diversos segmentos sociais e eleitorais que não concordaram com o processo que aconteceu. Mais importante como construir uma perspectiva de futuro que tenha competitividade eleitoral e ter um protagonismo dentro da Frente Popular.

Em janeiro, o senhor não vai ter mais o comando da prefeitura. Sentirá saudade do poder?
Não. Isso para mim é algo muito bem resolvido. Do ponto de vista pessoal e familiar, é até um alívio. A sobrecarga e o estresse são grandes. Você é muito cobrado. Eu governei numa situação de bastante instabilidade. As cobranças e a tensão são muito maiores. Fica mais fácil para quem governa com o apoio de todo mundo, sem grandes oposições, com muito poder político. É mais fácil governar assim, mas governar como eu governei é muito difícil. Como homem público, militante, que tem projetos e acredita em ideias para transformar em realidade não ter os instrumentos para fazer isso faz falta. Não vejo a política com a realização de um homem só. A gente está numa frente, fico torcendo para as coisas darem certo.  Disse essa semana que não conhecia coisa mais efêmera nessa vida do que o poder. Ele não é eterno para ninguém.

O senhor vai fazer o que nesse período? Vai se dedicar ao blog que o senhor anunciou anteriormente?
Tem algumas questões pessoais que vou dar uma atenção maior porque no cargo de prefeito não é possível. Pretendo voltar a estudar, fazer um curso de língua. Senti necessidade como prefeito, mas não tinha tempo para isso. Vou cuidar de algumas questões pessoais e continuarei com minha militância política. Tem esse trabalho do blog e de outras coisas que quero fazer para deixar um registro de nosso legado, se alguém quiser saber o que aconteceu nesses quatro anos. O importante é ter um instrumento para que não se perca no tempo. Senão só fica a desconstrução das coisas que não foram feitas. Muita coisa foi feita.

 (Paulo Paiva/DP/D.A Press)
Seus adversários alegam que o senhor não fez um bom governo.  

A gente não olha o futuro medindo isso por avaliação. Sem nenhum juízo de valor Jarbas (Vasconcelos, senador pelo PMDB) foi escolhido melhor prefeito, melhor governador e, oito anos depois, o peso político dele ficou bastante reduzido. Já teve gente que governou, teve problemas e depois se recuperou. Teve político que foi dado como morto, que não ressuscitava mais para a política como o caso de Eduardo Campos. Já (Miguel) Arraes foi, por dois governos, um mito e, no último governo, sofreu uma derrota. Teve a questão dos precatórios, as pessoas diziam que o PSB estava acabado. É preciso avaliar as circunstâncias em que governei. No Brasil, como se tem muita coisa para se fazer o que dá Ibope é falar do que falta. Não dá Ibope se falar do que se fez. Numa cidade como Recife, todo dia vai ter coisa para você reclamar. É natural que a população faça isso. É preciso saber e entender os momentos e conhecer o que foi feito. O ex-prefeito Antônio Farias fez a ponte Joana Bezerra e é considerado um prefeito extraordinário. Eu fiz um viaduto do mesmo tamanho, dupliquei e parece que não fiz nada. Joaquim Francisco todo mundo relaciona o governo dele com o Parque da Jaqueira. Eu vou deixar três parques e espero ser lembrado pelo menos. Ninguém fez a quantidade de habitação população, nunca se tirou tanta palafita na cidade como eu fiz em quatro anos.

Sua relação com o ex-prefeito João Paulo continua abalada?
Na política, a gente estabelece as relações necessárias para poder viabilizar um projeto político. Está aí Jarbas com Eduardo. Exemplos existem. O que serve para os outros tem que servir para a gente também. Do ponto de vista político, não tenho impedimento de sentar com João Paulo para discutir um projeto para o PT, que sirva para o Recife e para Pernambuco. Agora, se me perguntar se estou tomando champanhe com ele, digo que não.

O governador tem pretensões nacionais de disputar a Presidência da República. Se confirmando esse cenário o senhor fica com Eduardo ou com a presidente Dilma?
Nem ele disse se era candidato, como vou responder? Não posso responder a uma pergunta em função de uma realidade que não existe. Vou trabalhar para que estejamos juntos. Eduardo é um aliado nosso. Temos que trabalhar para ele estar em nosso campo. O Brasil precisa da unidade de muita gente para resolver os problemas. Não é só vontade de presidente, de A ou B. O Brasil é muito complexo, com realidades distintas. Vamos precisar juntar muita gente para vencer barreiras. Está aí a reforma tributária que não sai, a reforma política não acontece. Não é por má vontade da presidente. É porque existem muitos interesses contraditórios. Vai se levar um tempo ainda para construir uma maioria para que o Brasil  continue avançando. E nessa maioria acho que estamos no mesmo lugar, no mesmo campo político. O governador definiu seu campo político que não é o da oposição. Isso é importante agora. Eu defendi que o PT retomasse o diálogo. É muito importante para esse período que vem. Não é uma pergunta se apoia A ou B. A gente só vai saber isso em 2014.

O novo prefeito vai reformular o Orçamento Participativo. O senhor vê com preocupação a mudança?
Pela experiência que tivemos, podemos contribuir para isso. Sempre lutei para que o processo de participação da população possa ultrapassar governos. Tinha uma experiência antes no governo Jarbas com o Programa Prefeitura nos bairros. A gente manteve um processo de participação a partir de um método que deveria funcionar, ampliamos. Esse método se consolidou. Nesse processo de 12 anos, houve mudanças. O governo Geraldo Julio tem um método de planejamento. Acho que o OP é um instrumento valioso que deve ser usado. Quanto aos ajustes, se eu for perguntado posso dar algumas sugestões a partir da experiência desses 12 anos. É um instrumento importante para o planejamento da cidade. É preciso ter uma hierarquia de prioridades. A gente conseguiu com esse método ouvir a cidade inteira e democratizar o acesso da prefeitura. Isso ajudou no planejamento e na gestão. Mudanças são naturais. Se elas vierem para garantir a participação da população e melhorar a eficiência do projeto a gente tem que apoiar.

As obras do Cais José Estelita geraram e ainda causam polêmica. O que o senhor tem a dizer sobre isso?
O empreendimento foi analisado e aprovado pelo Ibama, Iphan e pela Fundarpe. Como o prefeito não vai aprovar se está dentro da lei? Os empreendedores vão gastar mais de R$ 20 milhões de contrapartida para a cidade. Estamos cumprindo a lei e exigindo contrapartidas. Os empreendimentos que estão dentro da legislação e trazem empregos procuramos sempre atenuar os seus impactos. Foi o que fizemos na análise preliminar do projeto do Cais José Estelita. Eliminamos ali cinco torres. Abrimos três vias públicas no projeto. Às vezes as pessoas não sabem, mas cerca de 40% a 50% da área será pública. Haverá um grande jardim em frente ao Cais acessível a todos. Estamos abrindo uma rua que sai da Dantas Barreto para chegar no Cais. Conseguimos que os empreendedores se responsabilizem por demolir o Viaduto das Cinco Pontas. Não vai ser bom para a cidade? Quem vai pagar isso é o empreendedor.

Com relação ao lixo como está a limpeza? Os adversários reclamam que o senhor descuidou da cidade.
Não podemos confundir a coleta com o que acontece na cidade. A coleta está sendo feita. Nós temos um problema cultural grave. É uma questão de educação. A prefeitura vai limpar o canal do Arruda em janeiro e em março estará sujo. A culpa é do prefeito? É claro que temos que ir avançando do ponto de vista cultural. Varre uma rua e na mesma hora ela fica suja. Temos uma nova realidade na cidade que precisa ser redimensionada, seja do ponto de vista da educação ambiental, seja da própria coleta. Se você andar na cidade não é descuidada, abandonada, com lixo por toda parte. Isso não existe.

A iluminação de Natal desse ano foi mais fraca, o que aconteceu?
Discordo. Puxem pela memória e vejam como era o Natal do Recife há 12 anos? Se você olhar, não tinha Natal. As decorações não eram o que se tem hoje. Réveillon no Recife era muito fraco. Hoje temos festa no Morro da Conceição, no Ibura, em Brasília Teimosa. Ao terminar o governo, tenho que entregar a prefeitura dentro da Lei de Responsabilidade Fiscal. Se eu recebo R$ 10 milhões a menos em dezembro, como eu ajusto? Se eu entrego a prefeitura sem estar ajustada, iriam dizer que em janeiro que João da Costa deixou a prefeitura com dívida, não foi um bom prefeito.  Fico imaginando se eu tivesse gasto R$ 10 milhões com o Natal. Iriam dizer que era um desperdício de dinheiro no fim da gestão. A gente procura fazer uma coisa mais comedida, que não está cheio. Essa cultura só existe no Recife. Poucas cidades têm essa estrutura bancada por uma prefeitura. A não ser cidades menores como Gramado que fez disso um destino turístico. Esse Natal e Réveillon que estão dizendo que é magro a Prefeitura do Recife vai gastar R$ 5 milhões.

 (Paulo Paiva/DP/D.A Press)
Qual o balanço que o senhor faz da gestão?

Faço uma avaliação positiva a partir dos números. Vivenciamos um período de quatro anos em que os prefeitos tiveram redução de recursos. Tive que governar com dificuldades do ponto de vista financeiro. A gente procurou compensar aumentando a arrecadação dos impostos próprios da prefeitura e fazendo com que a cidade crescesse de um lado e por outro fazendo captação de recursos. Mas as receitas de transferências, seja do governo estadual, através do ICMS, seja do governo federal, foram menor do que os períodos anteriores. Do ICMS com a reforma que foi feita, o Recife passou a receber 5% a menos. Recebia 32% do bolo total para ser distribuído com todos os municípios de Pernambuco e passou para 25%. Quando contabiliza quatro anos tem um volume de recursos que foi a menos. Só em dezembro a expectativa de receber a menos de FPM é de R$ 10 milhões. Isso causa dificuldade no planejamento e na execução. Num balanço que se comparar com o que foi feito e dentro das circunstâncias que deveriam ter sido feitas, minha avaliação é positiva. Consolidamos as políticas sociais que eram prioridades para o PT na área de habitação. Conseguimos entregar mais de três mil habitações. Vamos deixar duas mil praticamente prontas. Mais sete mil contratadas com recursos garantidos. Consolidamos uma política habitacional que tem como foco a retirada de moradores de palafitas e de área de risco. Consolidamos um programa de defesa civil, que é referência para o Brasil. Ampliamos a capacitação de recursos para obras em morros. Ampliamos a política de educação ampliando a universalização dos alunos do ensino fundamental. Inauguramos centro de treinamentos para capacitação permanente, contratamos quase três mil professores concursados, implantamos um plano de cargos e carreira. Na Saúde melhoramos todos os indicadores da saúde, reduzimos mortalidade infantil e materna, mantivemos a cobertura vacinal em 100%, concluimos o processo de erradicação da filariose no Recife e ampliamos o Samu. Descentralizamos as bases da saúde, inauguramos duas policlínicas, ampliamos o número dos postos de saúde da família, fizemos contratações. Na área das políticas sociais ampliamos e garantimos avanços. Enfrentamos questões da infraestrutura da cidade com captação de recursos com início de obras importantes. Duplicamos o viaduto do Joana Bezerra, iniciamos as obras da Via Mangue, além da ponte que vai ligar o bairro da Iputinga ao Monteiro. Junto com o governo do estado captamos o financiamento de R$ 2,4 bilhões para fazer os corredores do transporte coletivo.

O que deixou de fazer em seu programa de governo?
Estava em nosso programa fazermos a Via Mangue. O desejo era ter iniciado e terminado. Tem coisas que fizemos que não está no programa de governo e outras questões que não foi possível concluir. Gostaria de ter entregue 20 centros municipais de educação infantil.  Vamos entregar entre sete e oito, mas já tem sete em construção. Tinha me comprometido em deixar 20 em andamento. Fiz obras como o Parque Dona Lindu, o viaduto Joana Bezerra, a Paralela da Caxangá, o início da Via Mangue, três mil habitações foram entregues e centenas de obras nos morros do Recife. Investimentos na educação e na saúde. Se agente comparar com o período anterior veremos que em quatro anos avançamos bastante e vamos deixar recursos com uma prefeitura equilibrada. O comprometimento da dívida é muito pequeno 17% da receita corrente líquida da Prefeitura do Recife. Vamos deixar R$ 3 bilhões de recursos captados para obras de infraestrutura no Recife. Posso dizer que não fiz tudo que gostaria de ter feito, mas nas circunstâncias que governei, com os problemas políticos e financeiros que enfrentei acho que fiz um bom governo.  

Esta matéria tem: (2) comentários

Autor: Rosa Silva
João da Costa vc foi um VENCEDOR venceu aqueles que tentaram tirar o seu tapete,venceu doença e nos deixou um legado de Homem digno de receber um voto popular.rogo a Deus que lhe der saúde e força para dar continuidade a sua missão politica. Precisamos de João como você e não outros Joãos. Feliz 2013 | Denuncie |

Autor: Arlinda Fe
Recife precisa de pessoas que defendam e priorizem as pessoas, o João da Costa fez o que pode, o importante é vermos agora atuação do novo, já que teve apoio incondicional de governador, da mídia ..Espero que ele surpreenda! | Denuncie |

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