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Em Brasília » Encontro entre Dilma, Eduardo e Cid destensiona relações entre PT e PSB

Correio Braziliense

Publicação: 10/07/2012 07:00 Atualização: 10/07/2012 00:24

Convocado para um jantar no Palácio do Alvorada, o presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, foi a Brasília apagar o incêndio proporcionado pela quebra de acordo com o PT no Recife, em Belo Horizonte (MG) e Fortaleza (CE). Nessas capitais, a aliança era dada como certa, mas os dois partidos romperam e estão em lados opostos na disputa. Ao lado do governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), Campos também reafirmou a parceria do partido com o governo Dilma Rousseff e com os petistas. Segundo ele, as rupturas foram pontuais e o PSB segue sendo aliado nas outras cidades.

Na saída do encontro de ontem, Eduardo Campos criticou os partidos da base aliada, em recado velado ao PMDB, que estariam fabricando uma crise entre PT e PSB. “Se tem alguém querendo vender à presidente Dilma um inimigo oculto, criar e fabricar o inimigo em troca de querer oferecer um apoio fisiológico e atrasado, tenho certeza que a presidente Dilma não vai contar com isso. Tenho certeza que ela confia mais no PSB do que em outros aliados, que ficam nos vendendo como inimigo”.

O jantar foi marcado pela presidente Dilma. A atitude foi vista por Eduardo como uma sinalização de que a presidente se manterá afastada da campanha nas cidades onde há uma tensão entre as duas legendas, e que continua contando com o apoio do partido no governo.

A presidente Dilma Rousseff tem se empenhado pessoalmente na resolução da crise entre os dois partidos. Esteve no Recife e em Fortaleza, inaugurando obras do governo federal e conversando com interlocutores para dar uma solução ao impasse, mas os gestos não foram suficientes. Embora trabalhe com vistas à eleição municipal de outubro, o principal ponto de preocupação da presidente reside no pleito de 2014.

O maior temor é de que o PSB se aproxime de legendas de oposição, especialmente o PSDB, o que colocaria os petistas ainda mais reféns da aliança com o PMDB. A depender do crescimento do PSB, Eduardo Campos poderia cobrar a vice de Dilma, o que criaria uma fissura na aliança responsável por levar a ex-ministra da Casa Civil à Presidência da República em 2010. Por isso, o Planalto acompanha de perto a disputa nas cidades onde o PSB tem chances. Na avaliação de interlocutores da presidente, somente depois do resultado de outubro é que será possível medir o poder de barganha da legenda.

Para o vice-presidente do PSB, Roberto Amaral, o jantar mostra que não houve ruptura e que há um entendimento entre as duas legendas. “Nós estamos apoiando o PT em seis capitais e eles só nos apoiam em uma. E começamos a demonstrar nosso apoio por São Paulo, que sozinha vale por todas as outras juntas”, disse, ressaltando a posição de lealdade do PSB com o partido de Dilma.

Ruptura
Em São Paulo, o cenário já não é o mesmo. Depois da aliança costurada com o PP do deputado federal Paulo Maluf e da foto em que ele aparece ao lado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a escolhida para a vice de Fernando Haddad, Luiza Erundina, deixou a chapa e o PT acabou escolhendo Nádia Campeão, do PCdoB.

Mas a crise começou mesmo no Recife, onde o PT não conseguiu se entender em torno de um nome que conseguisse unificar a Frente Popular, coligação que reúne 14 partidos. Depois de anular as prévias e de ter sofrido intervenção da executiva nacional, os petistas lançaram o senador Humberto Costa, o que não agradou Eduardi Campos. O PSB saiu com candidatura própria e lançou o ex-secretário de Desenvolvimento Econômico do estado Geraldo Julio. Em Fortaleza, a atual prefeita, Luizianne Lins (PT), apoia o ex-secretário de Governo Elmano Freitas. Já o governador Cid Gomes lançou Roberto Cláudio (PSB).

Esta matéria tem: (1) comentários

Autor: Renato Mesquita
Gostei do posicionamento de Campos. E saibam que, a entrada do PSB e %u201Caliados%u201D na disputa em Recife foi providencial, pois, estando à cidade com a economia praticamente estagnada fazem-se necessários novos planos de desenvolvimento regional. Principalmente, para absorver as pessoas que cheg | Denuncie |

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