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BASTIDORES » Eduardo janta com Dilma em Brasília

Agência O Globo

Publicação: 16/06/2012 07:30 Atualização:

Depois do jantar com a presidente Dilma Rousseff na quinta-feira, Eduardo Campos participou de reunião administrativa nesta sexta-feira no Palácio do Planalto com os outros governadores do país (Andrea Rego Barros/SEI)
Depois do jantar com a presidente Dilma Rousseff na quinta-feira, Eduardo Campos participou de reunião administrativa nesta sexta-feira no Palácio do Planalto com os outros governadores do país
Na mesma semana em que o PSB decidiu que não irá se submeter aos projetos eleitorais do PT em Recife (PE) e Fortaleza (CE), o governador pernambucano Eduardo Campos, presidente nacional do PSB, atuou para manter aberto o diálogo com a presidente Dilma Rousseff. Na noite de ontem, véspera do encontro de governadores no Palácio do Planalto, ele jantou com Dilma no Palácio da Alvorada. Campos tenta se consolidar no papel de interlocutor privilegiado da presidente — e não apenas do seu amigo e protetor, o ex-presidente Lula —, de olho em projetos futuros, seja como vice de Dilma em 2014 ou presidenciável em 2018.

No jantar, o governador assumiu até uma postura de conselheiro político da presidente — figura que está em falta no Planalto, já que ela não se relaciona cotidianamente com congressistas — dando duas sugestões: que tenha participação comedida nas eleições municipais, para não se desgastar com aliados que disputam o mesmo cargo ou com candidatos fracos; e falou da importância de liberação de emendas parlamentares para que ela não fique refém dos caciques profissionais no Congresso.

Segundo o seu raciocínio, é muito melhor para o governo irrigar deputados variados com recursos de emendas aprovadas no Orçamento do que entregar uma diretoria de estatal para caciques políticos como Renan Calheiros (PMDB-AL) e Gim Argello (PTB-DF), que pressionam o governo por cargos.

O movimento de Eduardo Campos no sentido de se aproximar de Dilma tem o objetivo de neutralizar no cenário nacional os reflexos das disputas municipais. Em Recife, depois da confusão do PT que resultou na intervenção do diretório nacional para impedir a candidatura à reeleição do prefeito João da Costa, ele decidiu lançar candidato do PSB.

Há a expectativa de que o PT desista de ter candidato, já que 12 dos 19 partidos disseram que vão apoiar o candidato de Campos, que tem aprovação popular perto de 90%.

Em Fortaleza, por falta de entendimento com o PT local comandado pela atual prefeita Luizianne Lins, o governador Cid Gomes pretende lançar candidato próprio do PSB.
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