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Pernambuco.cão » Castração ainda é assunto polêmico entre os donos Medo que o animal fique obeso ou infeliz são alguns dos temores. Veterinário desmistifica o processo

Publicação: 15/06/2012 11:17 Atualização: 15/06/2012 14:38

Mariana Santos optou pela castração de Lua (Helder Tavares/DP/D.A Press)
Mariana Santos optou pela castração de Lua
O tema da castração animal está longe de ser ponto pacífico entre veterinários e donos de cães e gatos. Às vezes, os donos que optam pelo procedimento são criticados pelo que alguns consideram uma cirurgia cruel, outros evitar por achar que o animal vai ganhar peso e perder qualidade de vida. Para esclarecer mais sobre o assunto, o Pernambuco.cão ouviu o especialista Victor Ferndandes.

Para ele, ao contrário do que muitos pensam, a cirurgia não significa o fim de uma vida feliz para o animal. “O que pode acontecer é que eles fiquem mais calmos pela falta de libido. Ele continuará sendo o mesmo animal. O ganho de peso também não é uma regra. Tudo depende do estilo de vida que o dono dá ao seu pet”, explica o veterinário. É importante ressaltar que, antes de optar por esse procedimento, o dono deve conversar bastante com o veterinário para que, só a partir do seu parecer, a cirurgia seja realizada. “A castração é indicada primeiramente em casos clínicos. Em cães com doenças na próstata, no caso dos machos, e piometra, nas fêmeas, por exemplo”, diz.

Outra indicação é quando o animal vive em contato com muitos outros, como forma de controle de natalidade, o que é mais comum entre os felinos. “Para os gatos, que são animais independentes e pouco vivem em casa, é indicada a castração logo após o primeiro ano de vida, pois os órgãos já estão completamente formados. A não ser, claro, que o dono tenha interesse de criar filhotes”, diz Victor. Esse tipo de atitude também evita possíveis zoonoses. No geral, a castração é uma cirurgia de rápida recuperação. “No período de uma semana os machos já estão completamente bem, pois é uma cirurgia externa. As fêmeas levam um pouco mais de tempo, cerca de dez dias”.

Em busca de uma melhor qualidade de vida para seu cãozinho Hulk, um yorkshire de sete anos, a jornalista Mariana Arantes optou pela castração. “Ele nunca tinha cruzado pela dificuldade de encontrarmos uma fêmea. E, de uns tempos pra cá, ele começou a fazer xixi em todos os lugares, principalmente no sofá. A marcação de território foi tão forte que optamos pelo procedimento para que ele se acalmasse”, comenta a jornalista. Mas, nem sempre a certeza esteve ao lado de Mariana. “Pensamos em desistir várias vezes. O que pesou muito positivamente foi a confiança que tenho no veterinário e a garantia de que muito do que se ouve falar é mito”, finaliza.

Para a estudante de engenharia Mariana Santos, dona da yorkshire Lua, de dez anos, a castração não foi a apenas opção, mas recomendação médica. “Lua já deu cria três vezes, com muitos filhotes. Então o veterinário disse que seria arriscado ela engravidar novamente. Temos outro cão, chamado Rocco com seis anos, e achamos muito cedo castrá-lo. Por isso, optamos pela histerectomia em Lua, até para o bem dela”, explica. Quando questionada sobre o medo das possíveis consequências da castração, a estudante afirma que eles não existiam. “Tínhamos medo do que poderia acontecer se não fizéssemos nada. Apenas achamos outra maneira de ajudá-la”.
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