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Pernambuco.cão » Protetores por vocação Mesmo com a correria do dia a dia, tem gente que não resiste ao apelo de um animalzinho abandonado e não perde a chance de ajudar

Publicação: 12/06/2012 14:10 Atualização: 12/06/2012 14:21

Engenheira química Patrícia Borba, com 54 anos, tornou-se protetora de forma espontânea, depois que adquiriu seu primeiro animal de estimação (Arthur Souza/DP/D.A Press)
Engenheira química Patrícia Borba, com 54 anos, tornou-se protetora de forma espontânea, depois que adquiriu seu primeiro animal de estimação


Infelizmente, se deparar com cenas de animais abandonados nas ruas ainda é uma constante. O coração aperta e às vezes dá vontade de interromper as atividades do dia a dia para socorrer o bichinho. A correria ou a disponibilidade nem sempre permitem, mas algumas pessoas não resistem ao apelo e decidem ajudar. Sozinhas ou filiadas a organizações, elas acolhem, cuidam e preparam os bichinhos para adoção. Nessas horas, o amor fala mais alto no coração dos chamados “protetores”.

Mesmo com a rotina de uma vida agitada, a engenheira química Patrícia Borba, com 54 anos, tornou-se protetora de forma espontânea, depois que adquiriu seu primeiro animal de estimação. “Fui completamente tomada de amor pelos animais. Comecei a vê-los com outros olhos, a enxergar suas necessidades”, diz. Ela que já tomou conta de aproximadamente seis cães abandonados, é enfática: “Não consigo mais ver sem agir”. Que o apego é contagioso, ela garante.

Patrícia mora com seus dois filhos e ambos são apaixonados por animais. “Meus filhos me acompanham nessa luta. A menina, por exemplo, ia fazer veterinária, mas acabou fazendo ciências biológicas. Tudo ligado aos bichos e a natureza”, diz. Após um tempo batalhando sozinha, a engenheira química conheceu outros protetores que são envolvidos em tempo integral com isso. “É gratificante ver que existem muitas outras pessoas que fazem esse trabalho tão lindo de proteção animal. Hoje estamos cada vez mais unidos e dando bons exemplos, fazendo com que mais gente adote esse tipo de inciativa”, completa.

Dentro desta corrente também está a relações públicas Tereza Sampaio, 39 anos, que sempre gostou de animais, mas tornou-se militante há cerca de um ano. “É um amor que eu não sei explicar”, diz. Recentemente Tereza resgatou uma cadelinha SRD atropelada, forneceu todos os cuidados e arcou com todos os custos. “A maior recompensa é o amor e consideração que eles têm por você. Dinheiro nenhum no mundo compra”, garante.
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