A formação do quadro de presidenciáveis

Roberto Magalhães
Ex-governador de Pernambuco, ex-prefeito do Recife e ex-deputado federal

Publicação: 30/05/2018 03:00

Somente agora é possível discutir-se a identificação dos candidatos à Presidência na eleição de outubro próximo. Isto porque os nomes são muitos e tudo girava em torno da candidatura de Luiz Ignácio Lula da Silva. Agora, já pode raciocinar a partir de duas premissas:

a) Lula é experiente e já tem o seu plano B, para ele o mais importante é ter poder do que os cargos;

b) Ele já costura a candidatura de um nome por outra sigla que não a do PT, e que lhe dará a condição de contestável do governo em caso de vitória.

E qual será este nome? Muitos dos que habitam os andares de cima da política têm como certo que este candidato é o Ciro Gomes.

Recentemente, o escritor, jornalista e muito bom em geopolítica, Demétrio Magnoli, numa entrevista a Roberto D’Ávila, na Globo News, levanta a hipótese como verdadeira, o que tornará mais claro, aos partidos de maior representatividade pensar e estabelecer as suas estratégias.

Quem não quiser fortalecer Lula e o PT deverá apostar em candidaturas que sejam fortes no Sul, Sudeste e Centro-Oeste, para compensar o peso do eleitorado do Nordeste onde Lula e a sua política paternalista elegeram Dilma em 2014.

Isto me parece possível e semelhante ao que ocorreu no pleito acima referido.

Porém o mais importante é que todos, candidatos e partidos, estejam convencidos que a prioridade é o país. O Brasil precisa desesperadamente do esforço de todos a partir de 2019 para salvá-lo do caos.

Mas já existe forte suspeita de que a greve dos caminhoneiros assumiu caráter político, e se outras greves se seguirem, como as dos petroleiros estará configurada a ação política prevalecente por trás desse movimento. Aí, então, poderá ser a antecipação do caos.

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