Em louvor de São Roque

Roque de Brito Alves
Professor e Advogado

Publicação: 29/05/2018 09:00

1. Conhecido como “O Peregrino de Deus”, o futuro São Roque nasceu em Montpellier (sul da França), em 1350, filho único de uma família nobre e rica da cidade, sendo seus pais João Roque da Cruz e Libéria e desde pequeno ajudava os pobres e os doentes, tendo ingressado na Universidade de Montpellier - para estudar Medicina, porém os seus pais faleceram muito sedo, o que o obrigou a interromper os estudos. Resolveu partir de Montpellier, doando todos os seus bens (até as roupas) aos pobres, para obedecer ao mandamento do Cristo ao jovem homem rico que deveria desfazer-se dos seus bens para segui-lo. Viajando, “ganhando o mundo” para socorrer os enfermos e os pobres, caminhou em direção a Roma, com um simples cajado como um pobre peregrino. Viajou em direção a Roma, com um simples cajado como pobre peregrino, socorrendo sempre os enfermos, (sobretudo os leprosos) os pobres.

2. Desde o seu nascimento que Roque tinha impresso em seu tórax uma marca em forma de cruz, bem visível, e muitas vezes nas casas onde pedia abrigo e comida dormia nos lugares destinados aos animais, pois o Cristo nascera em uma manjedoura. Muitas vezes, não foi aceito e repelido dos locais como “vagabundo”. Tratava dos doentes que ia encontrando, sobretudo os da epidemia da Peste – “A Grande Peste Negra” que na Europa, no século XIV, matou um terço da população –, aplicando o que aprendera na universidade, nunca recusando-se a ir aos lugares em que a mesma existia. Tendo curado milagrosamente inúmeros enfermos, passou a ser conhecido como o “socorro, consolo dos doentes”.

3. Na França, contraiu a peste e refugiou-se em uma floresta para morrer, porém milagrosamente um cão apareceu com um pão na boca, oferecendo-lhe e guiando-o até um riacho para beber água. Até hoje todas as imagens de São Roque apresentam um cão nos seus pés com um pão na boca. O dono do castelo, resolveu seguir o cão até o local e encontrando o peregrino Roque convidou-o para ir morar no castelo, o que recusou. Até hoje todas as imagens de São Roque apresentam um cão aos seus pés com um pão na boca.

4. Ao dirigir-se a Milão no ano de 1375, foi preso em Voghera acusado de ser espião papal pois o Duque de Milão estava em guerra com o Papa, o que fez o Papa ir morar em Avignon (França), onde os Papas estiveram durante 60 (sessenta) ano. Em Roma, onde este por 3 (três) anos, São Roque foi recebido pelo Papa Urbano V após ter curado um cardeal).

5. Completamente esquecido e desconhecido, São Roque esteve preso durante 5 (cinco) anos, em um castelo embora fosse primo do Duque de Milão (o que não quis revelar), morrendo aos 30 anos, em 16 de Agosto de 1380 (dia em que é celebrado). Na véspera de sua morte (Festa da Assunção da Virgem maria), o seu confessor disse perante os nobres do castelo que o prisioneiro era um santo e que na véspera de sua morte o carcereiro tinha ouvido um belíssimo canto e o calabouço estava sempre iluminado com uma misteriosa luz.

6. Tendo passado um meu aniversário em Paris, hospedado no Hotel São Roque, na Rua de São Roque, junto da igreja de São Roque, aconteceu com o autor destas linhas um fato extraordinário durante a missa a que assistiu na citada igreja, inteiramente inexplicável até hoje.

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