Controvertidas aparições em Medjugorje

Giovanni Mastroianni
Advogado, administrador e jornalista

Publicação: 05/05/2018 03:00

Nem sempre a inspiração dos temas selecionados por mim para publicação dos artigos que são inseridos em Opinião parte de minha escolha. É comum algum leitor também sugerir uma proposição, que, em geral, aproveito. A lembrança, hoje, veio de Denis Caldas Cervinskis, responsável geral pelo jornal informativo bimestral, de caráter meramente religioso, Medjugorje Urgente, tabloide que é distribuído, gratuitamente, em que, de forma essencial, se contrapõe às contestações daqueles que mesmo cognominados católicos se opõem aos proclamados aparecimentos da Santíssima Virgem Maria, em 24 de junho de 1981, numa vila, que se localiza na municipalidade de Citiluk, no Sul da Bósnia e Herzegovina, lugarejo onde se alega que, naquela data, ocorreram as primeiras aparições da “Rainha da Paz” aos videntes, seis dos quais nascidos bem próximos daquela localidade.

Por ser maio o mês mariano, em que se prestam homenagens às mães, aquiesci, também, em  reverenciá-las, transladando trechos subtraídos de um dos cinco mil exemplares editados,  que recebi e que traz a assinatura do responsável pela divulgação, sob o título de  Medjugorje é a mão misericordiosa de Deus sobre a humanidade: “Sem sombra de dúvidas, essa é uma realidade que já perdura há quase 37 anos com a aproximação do aniversário das aparições.” Atribui-se a Ela esta mensagem: “Vim chamar o mundo à conversão, pela última vez! Depois disso, não voltarei a aparecer”.

Justo, entretanto, ouvir-se a palavra oficial da igreja. E, assim, traslado, também, palavras do Papa Francisco – chefe da Igreja Católica – sobre tão controverso tema de cunho religioso, para que fique bem clara minha neutralidade, através deste artigo, por não estar tomando uma posição pró ou contra:  “Procure-se ver pelo lado da locução interior. Então, como eu já asseverei, vai-se de um extremo ao outro. Às vezes, uma locução quase se materializa, fisicamente, numa visão e às vezes pode ser mera inspiração”. Essa foi uma forma do papa buscar conceitos para expressar o que pensa sobre esses fenômenos. “Por exemplo, essa gente que sente que Nossa Senhora lhe diz alguma coisa, que na oração tem uma locução e, então, afirma: Nossa Senhora me disse isto...Claro. Expressam de uma maneira que parece que ela se lhes apareceu... Mas daí a que os videntes sejam protagonistas e organizem umas aparições programadas...esse é o pecado que pode acompanhar uma grande graça.” Apesar dessas contestações, o culto foi oficializado pela Igreja, em Medjugorje, mesmo sem haver sido aprovadas, oficialmente, como autênticas as aparições, cujos estudos ainda estão em curso. No que tange aos videntes, a comunidade científica, por meio de renomados médicos, psicólogos e psiquiatras, físicos nucleares, etc., após estudos exaustivos, chegaram à conclusão de que os jovens eram normais e que o fenômeno que ocorre é de origem sobrenatural. Relatório da Comissão de Investigação, que o cardeal Camillo Ruini, preside está sobre a mesa do sumo pontífice para que se pronuncie. Quanto ao “meio jornal”, distribuído em dezenas de igrejas, os pedidos podem ser feitos diretamente ao responsável geral, através do site www.medjugorjeurgente.com.br, de qualquer parte do Nordeste.

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