Suape e a evolução silenciosa da governança corporativa

Marcos Baptista Andrade
Presidente do Complexo de Suape

Publicação: 27/03/2018 03:00

Nos últimos anos, o Complexo Industrial Portuário de Suape consolidou-se como principal equipamento do estado de Pernambuco para atração de empreendimentos impulsionadores do desenvolvimento econômico e da logística regional. Com registros sucessivos, ano após ano, de recordes de movimentação de cargas e geração de negócios, registrou crescimento de 54% entre 2014 e 2017.

Por trás de cada boa notícia que Suape produz para a vida dos pernambucanos, há um conjunto de sucessivos governos, agentes públicos e empresas envolvidos em uma exitosa sequência de iniciativas e investimentos que alcançam, em 2018, 40 anos de permanência, tendo a empresa pública Suape, que leva o mesmo nome do complexo, como eixo central de sua atuação.

Há, na mesma direção, uma outra grande evolução em curso, bem mais silenciosa e não menos importante, que foi acelerada a partir da Lei 13.303/ 2016, conhecida como a Lei das Estatais. Baseada em três grandes pilares (Governança Corporativa, Integridade/Compliance e Accountability ou dever de prestar contas e ser transparente), a lei foi promulgada em junho de 2016, com prazo máximo de 24 (vinte e quatro) meses para adaptação dos mecanismos vigentes nas estatais. É um novo marco para a governança de Suape.

No ano passado, por exemplo, estimulados pelos princípios da nova lei, elaboramos uma Estratégia de Longo Prazo para o período 2017-2023, com desdobramento de objetivos em iniciativas e ações estratégicas. Há, ainda, 22 indicadores de desempenho que são acompanhados pela Diretoria e pelo Conselho de Administração (Consad), órgão que assumiu responsabilidades mais robustas no escopo das empresas públicas a partir das boas referências que a iniciativa privada já demonstrara sobre governança corporativa.

Na mesma linha, foi publicado, em janeiro deste ano, o Plano de Negócios 2018, apontando estratégias, projeções, prioridades e metas para este ano de 2018, divulgado para a sociedade em nosso site.

Ainda no primeiro semestre, Suape concluirá seu novo Regulamento de Compras e Licitações e também o Programa de Integridade, Gestão de Riscos e Controles Internos composto pelo Código de Ética e Conduta, elaborado por comissão de empregados da organização, e por diversas Políticas, como a Anticorrupção (já adaptada para a recente Lei Estadual 16.309/ 2018), a de Contratação de Terceiros, a de Divulgação de Informações (Transparência) e de Gestão de Riscos, para ficar nestes exemplos.

Todos estes mecanismos e avanços estarão refletidos na revisão da estrutura organizacional, nas novas regras para investidura nos cargos de Direção e de Conselhos e na redefinição das competências das unidades organizacionais com o novo Estatuto que está em fase final de apreciação pelas instâncias envolvidas.  

Em Suape, estamos fazendo o dever de casa. Com apoio do governo de Pernambuco, consolidaremos nos próximos anos uma empresa pública preparada para continuar entregando desenvolvimento aos pernambucanos, com maior capacidade de gerar resultados, novos instrumentos de controles e ainda mais transparente, como toda gestão pública deve ser.

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