EDITORIAL » Desemprego para de crescer

Publicação: 02/03/2018 03:00

A taxa de desemprego, entre novembro de 2017 e janeiro último, ficou em 12,2%, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Mensal (Pnad-C), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com igual período do ano passado, houve queda de 0,4%. Hoje, 12,7 milhões de brasileiros ainda estão sem trabalho. Outros 4,3 milhões desistiram de buscar uma oportunidade no mercado.

“Não fosse a sazonalidade de janeiro, quando historicamente há dispensas de temporários, a taxa continuaria caindo”, explicou Cimar Azeredo, gerente de Trabalho e Rendimento do IBGE. Ou seja, em vez de se manter estável, continuaria a tendência de queda, refletindo a gradual, mas contínua recuperação da economia. O Produto Interno Bruto aumentou 1% em 2017 e pode chegar a 3% neste ano.

Felizmente, as demissões em massa ficaram para trás. O país se livrou de uma das mais graves recessões de sua história, com mais de 14 milhões de pessoas sem trabalho. A expectativa é de que pelo menos 2,5 milhões de vagas sejam criadas neste ano, das quais 1 milhão com carteira assinada. Diferentemente de 2017, quando ocorreram os primeiros sinais de recuperação, as futuras oportunidades serão de melhor qualidade.

Confirmar essa previsão depende de vários fatores. Um deles é preservar a economia das crises políticas. Em outubro, haverá eleições para presidente da República, deputados, senadores e governadores. A disputa será acirrada e, como acontece a cada corrida eleitoral, o clima de insegurança é normal, tanto para os cidadãos quanto para os empresários, que se mantêm cautelosos ante as incertezas das urnas.

Isso só aumenta responsabilidade do Congresso Nacional. Mesmo impedido de debater e aprovar as reformas necessárias para o equilíbrio fiscal do país, há muito o que ser aprovado para consolidar a política econômica em curso e garantir os marcos legais indispensáveis para que os empresários se sintam seguros para investir e ampliar a oferta de vagas. O Brasil não pode parar. Os brasileiros anseiam por mais oportunidades no mercado de trabalho.

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