Os escritos ficam!

Wilson Barretto
Director da Faculdade Esuda

Publicação: 09/02/2018 03:00

Quando lemos uma crônica, uma poesia ou um artigo jornalístico, estamos recebendo a ideia do autor sobre aquilo que está textualizado. Antigamente essa era a certeza do leitor, pois os escritores depositavam, no papel, seus pensamentos sobre algum acontecimento ou comportamento de qualquer elemento da natureza vivenciado e estudado por ele. Assim, cada autor testemunhava os seus quereres e juízos sobre o assunto abordado no texto.

Quando a profissão de escrever resgata o pensamento do escritor, o texto reflete, aos poucos, a construção de sua personalidade que aponta para os seus sentimentos. Dessa forma, quem escreve se debruça sobre os seus sentimentos. Por isso devemos sempre respeitar os escritos que fluem das mentes verdadeiras, que não foram ainda violentadas pela compra de opiniões de terceiros que pagam para obterem apoio popular às suas ideias ou opiniões, muitas vezes, mentirosas.

Infelizmente também temos lido autores que são pagos para escreverem epopeias inimagináveis com o objetivo de enganar os leitores, revertendo verdades através de sofismas e querendo tornar verdadeiros os mitos. Esses, por força do poder econômico, tornam-se formadores de opinião através das mentiras postadas nos meios de comunicação. É a poluição que acontece em qualquer área do conhecimento e atividade do ser humano. Agora, mais do que nunca, tem proliferado esse tipo de jornalismo e escrita de livros, que existe para contemplar os que comandam o poder.

Fala-se, nos dias de hoje, sobre a importância do diploma de jornalista para aqueles que praticam essa profissão. Talvez essa seja uma boa solução para evitar a falta de cidadania daqueles que agem sem critério dentro de uma profissão tão importante para a sociedade brasileira. Claro que muitos livros têm sido escritos com a tônica de um preparo mental da sociedade para o mal, mas as crônicas e artigos do dia a dia, com o mesmo intuito jornalístico, têm tido uma influência maléfica muito maior do que os livros.

Esperamos uma maior crítica dos nossos leitores para que saibam separar o joio do trigo e abominar esses falsos profissionais e assim se possa ver, cada vez mais, crescente o número de escritores e jornalistas do bem! Só o poder das mentes esclarecidas é capaz de selecionar a boa leitura daquela perniciosa ou passional. Para tanto é preciso uma formação intelectual que inclua em seu bojo uma grande escola.

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