Uma Política de Integridade é essencial para crescimento da empresa

Mário Beltrão
Presidente da Engeman

Publicação: 12/10/2017 03:00

Cada vez mais o aumento da produtividade, da eficácia e do desempenho das empresas vai acontecer em sintonia fina com a capacidade de seu capital humano em assumir novas posturas e novas formas de relacionamento comercial.

À busca por transparência nas relações comerciais, ao rigor nas condutas com agentes públicos e privados, aos mecanismos criados dentro da empresa para evitar e prevenir a prática de delitos e atos contra as normas, convencionou-se chamar de Política de Integridade ou Política de Compliance.

As empresas que deterão os melhores contratos, principalmente os relacionadas aos grandes players, serão aquelas com política interna de compliance clara, aplicável e explícita.

A corrupção será sempre uma pedra no caminho de qualquer empresa, definitivamente. Ela pode ocorrer em um pequeno contrato de suprimentos ou em um serviço prestado. Muitas vezes, à revelia de dirigentes e executivos. Portanto, falar, transparecer e praticar integridade é essencial e urgente. Sair na frente significa buscar procedimentos e ferramentas de detecção e remediação de atos lesivos a quaisquer que sejam os terceiros, principalmente à administração pública.

Se qualquer funcionário de uma empresa for flagrado praticando ato de corrupção, por mínimo que seja, a corporação pode ser responsabilizada administrativa e civilmente e receber penalizações que podem corresponder entre 0,1 a 20% do seu faturamento bruto. A responsabilidade é objetiva: não interessa o que foi feito. A empresa é responsável e quem quer crescer não pode mais ficar à mercê do acaso.

Para o sucesso da implantação de uma política de compliance em uma empresa, é preciso ter em conta que o improvável  tem elevado impacto, exatamente pela baixíssima probabilidade de acontecer. Também é preciso que o exemplo venha de cima. Dirigentes, executivos, gerentes, quaisquer pessoas em postos de comando têm que dar o exemplo. Não se cobra o que não se pratica.

Custa caro implantar uma política séria, continuada, estruturada de compliance em sua empresa? Essa é uma das perguntas que se responde com outra questão: quanto custa para a imagem e para o financeiro de sua empresa estar à disposição do improvável que, se vier, pode ser devastador?

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