Por que no Brasil se bebe muito?

Wilson Barretto
Diretor geral da Faculdade Esuda

Publicação: 05/10/2017 03:00

Muito se tem afirmado que o povo brasileiro é um dos povos no mundo que mais consomem bebidas alcoólicas. Qual será o motivo dessa tão boa classificação no ranking mundial? É muito simples: são poucos os prazeres que os brasileiros têm recebido dos nossos governantes.

A saúde não é contemplada apesar das contribuições sociais, a educação não existe para todos, e a segurança nem se fala. Resultado é que todas essas despesas, que deveriam ser patrocinadas pelo governo, são, a trancos e barrancos, pagas pelo contribuinte. Assim, mal sobra dinheiro para o lazer ou o sonho da casa própria, do transporte próprio, etc. A pouca grana que sobra só dá para beber e esquecer os sonhos. Ademais, o governo não se preocupa em educar o povo para o uso comedido de todos os disponíveis sociais, tais como alimentos, bebidas, água, luz, gás e tudo o mais que é utilizado pelo homem e sua família.

No Brasil, só se educa para as necessidades do governo e não para as do cidadão. As fontes energéticas estão em crise? Então vamos multar para que economizem energia, inclusive inventando cores que nunca voltam ao monocromático preto e branco. O cigarro tem aumentado as contas na saúde dos fumantes? Então vamos proibir o uso do cigarro em todos os lugares. A bebida em locais de ativa vida noturna tem provocado acidentes e, como resultado, sequelados? Então vamos criar a lei seca para todas as cidades brasileiras sem olhar estatísticas. São mais multas e pronto. É sempre assim e nada com o intuito de educar para o bem da população. Tudo sempre em prol da redução dos gastos públicos e da alimentação da gula fiscal.

Quando o governo preocupar-se em educar através dos órgãos de divulgação, independentemente das crises, nos segmentos específicos, será bem possível se contar com uma população esclarecida fazendo uso de sua poupança para compartilhar dos lazeres que a sua cidade oferece. A educação levará ao uso, com parcimônia, de tudo o que nos chega. 

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