Os a-tentados do dia a dia!

Gustavo Figueirêdo
Psicólogo clínico e especialista em saúde mental

Publicação: 07/09/2017 08:00

Ultimamente a população mundial vem tendo conhecimento dos atentados deflagrados, em diversas partes do mundo. A palavra atentado é oriunda do latim antigo (attentatum) que quer dizer: tentativa. Como andam as nossas tentativas do dia a dia? Mas que tentativas!?

Obviamente, caro leitor, que venho por meio desta, discorrer não sobre os atentados terroristas do dia a dia; mas sim, sobre as tentativas de a-tentados disponibilizados aos seres humanos, nas suas vidas diárias.

Segundo as vastas definições da palavra “tentado”, uma delas é: “próximo ou inclinado a ceder à tentação ('impulso'); atraído, seduzido”. Como anda as nossas tentativas de impulsos, seduções aos nossos desejos de bem-estar, no cotidiano?

Infelizmente, a população mundial, diante da vida enérgica, vem cada vez mais adoecendo. O índice das doenças psicossomáticas, ou ditas da alma vem aumentando consideravelmente. O ser humano está “psicointoxicado” cada vez mais. Certamente estejamos precisando voltar, singularmente falando, mais para nós.

A esse encontro (voltar, singularmente falando, mais para nós); deparemo-nos com con-textos que provavelmente precisará ser reformulado, em pró do bem-estar. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS); Saúde é: “o nosso bem-estar bio-psico-social e espiritual”.

Nesse sentido, como repercute, o nosso bem-estar perante o nosso organismo; a nossa vida social, onde con-vivemos com a violência urbana diária; ao nosso emocional e na impossibilidade de concentração para nos voltarmos a prática espiritual? Certamente, na condição de mal estar. Haja vista, não estaríamos adoecendo tanto.

Para a doutora Jane Dutra Sayd, em seu livro – Mediar, Medicar, Remediar: aspectos da terapêutica na medicina moderna – cita que: “A medicalização da sociedade... é a ideia de prazer interditada por aquela de normalidade medicalizada”.

A busca do nosso ser, provavelmente, nos proporcionará estarmos mais em paz conosco e com os outros. Levando, possivelmente, a isso, uma qualidade de vida mais harmoniosa. Não bastasse, o mundo é como nós estamos.

Por fim, caro leitor, como andam os seus a-tentados do dia a dia? Deflagrados ou amortecidos?

Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.