Redemunhos e pulsações consagram a criação literária

Raimundo Carrero *
raimundocarrero@gmail.com

Publicação: 04/09/2017 03:00

A tese de Priscila Varjal: Raimundo Carrero e a pulsação narrativa: Um movimento vigoroso e didático de criação literária é o segundo doutorado com abordagem na minha obra, desta vez dedicado à minha teoria da criação literária. A outra é da professora Cristiane Teixeira Amorim, da Universidade Federal Fluminense: Raimundo Carrero: a estética do redemunho, dedicado à minha ficção, que reúne 21 títulos.

Cristiane considera que minha obra semelhante a um redemunho, oferece técnicas e situações fortes e diferentes alterando a rota ficcional constantemente.

Volto a falar deste assunto – de que já tratei em artigo anterior – porque me parece saudável que um escritor contemporâneo mereça a mesma atenção que a academia dedica aos mais antigos e, é óbvio, consagrados e clássicos. Desejo, assim, agradecer ao Curso de Letras da Universidade Federal de Pernambuco e da Universidade Federal Fluminense pelo apoio que deram às estudantes e à minha obra, sem fazer qualquer distinção.

Tudo isso consagra o esforço desenvolvido durante anos inteiros ao estudo da ficção e, sobretudo, à análise da criação literária. No princípio pensei apenas em reunir um grupo para debater o romance, começando pelo meu Maçã Agreste, que concluíra semanas antes.   Dessa forma, ocupamos a Sala Graciliano Ramos, na Livraria Síntese, esquina das ruas Sete de Setembro e Riachuelo, na Boa Vista.

Por causa do crescente interesse dos alunos, passamos para o turno da noite no Instituto Joaquim Nabuco, e em seguida para a UBE e Sindicato dos Jornalistas. Houve uma breve interrupção quando fui aos Estados Unidos participar do International Writting Program, em Iowa, onde ouvi muitas experiências literárias.

Tivemos uma breve experiência na Faculdade Filosofia, estudando praticamente com os mesmos alunos, destacando-se Eugênia Menezes, Brivaldo Campelo, Maria Pereira, Manoel Barros, Oséas Borba, Vileni Garcia, Wilson Freyre e Carmita Vianna. Marcelino Freyre já viajara a São Paulo. Em 1994 as Edições Bagaço publicaram as minhas primeiras apostilas.

Em 2004, fui procurados pelo editor Paulo Roberto Pires, da Ediouro, que me pediu um livro de técnicas literárias, o que fiz imediatamente, lançando mãos das apostilas e das anotações. O livro foi recebido com críticas e louvores.

* Escritor e jornalista

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