A intuição influi nas nossas paixões

Luciano Bivar
Empresário

Publicação: 27/06/2017 03:00

E vou dizer por quê.

Primeiro, você não é um, mas dois: o você racional e o você emocional. A distinção entre os dois vocês pode até ser perceptível: um age com frieza e cálculo; o outro manifesta-se por sentimentos, mediante percepções abstraídas do mundo real e objetivo, que ele processa e sente no seu interior.

Esses dois vocês operam em estreita harmonia, há um estreito equilíbrio entre as mentes emocional e racional. A emocional alimenta a racional, esta refina e, às vezes, veta seus exageros, para que nos orientemos na vida.

Todavia, quando surgem paixões, esse equilíbrio se desfaz: é a mente emocional que assume o comando, e, como diz o humanista francês Blaise Pascal, os resultados são imprevisíveis.

Aí é onde a intuição se manifesta. Ela assume uma posição arbitral, isenta de paixões, mesmo estando sua mente inundada de seduções.

A intuição é real, não estou falando em nada esotérico, posto que, formamos nossa intuição por acontecimentos pretéritos e registrados inconscientemente em nosso cérebro. Daí , sentirmos impulsos imperceptíveis a uma aparente lógica, e obedecido esses sentimentos, tomamos decisões contrárias.

Não é a paixão de um lindo carro, de uma bela mulher ou um charmoso homem, ou ainda, qualquer coisa do mundo plástico que nos rodeia, que vamos nos deixar seduzir.

A paixão existe, é real, mas se atentarmos ao nosso intuitivo,  que exprime-se por experiências negativas ou positivas pelas quais nós passamos ou vivemos, ele sempre estará pronto a nos proteger.

O por que ele existe, e pesquisas científicas o comprovam, é um outro assunto. Entretanto, ele age sem nos pedir permissão a todo momento, mesmo que isso doa na nossa própria carne.

A mágica dos labirintos cerebrais é que ninguém tem a capacidade de comprar seu inconsciente.

Ele bate forte e, muitas das vezes, contraria torrentes de paixão, que nos deixam assustados e sem entender tais desconfortos de nossa espiritualidade.

A análise e interpretação de seus sinais é um dos nossos mais importantes e valiosos recursos para combater o mal. Porém, decifrá-los nem sempre é fácil. É preciso, com frequência, ter a paciência de um monge e a meditação de um guru.

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